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10 de Junho de 2013, 16h:49 - A | A

POLÍTICA / PERIGO DE EXTORSÃO

Emanuel barrou CPI da CAB para evitar achaques à empresa

João Emanuel (PSD) barrou CPI com intuito de evitar futuras especulações financeiras que vereadores poderiam ter

JOÃO RIBEIRO

Comissão de Acompanhamento da CAB já existente na Câmara ganhou “poder de CPI” (RepórterMT)

Comissão de Acompanhamento da CAB já existente na Câmara ganhou “poder de CPI” (RepórterMT)

JOÃO RIBEIRO



Rumores e informações dos bastidores dão conta de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CAB, que foi barrada na Câmara Municipal de Cuiabá (Veja AQUI), poderia ter sido utilizada de forma desvirtuada, beneficiando financeiramente alguns vereadores.

Ao RepórterMT, o presidente da Casa, vereador João Emanuel (PSD), confirmou a informação de que teria impedido a criação da CPI com o objetivo de coibir as possíveis especulações financeiras que poderiam ocorrer.

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“Se a CPI fosse criada, poderia ter essa especulação financeira. Por isso eu não deixei isso acontecer. Minhas atitudes comprovam que eu estou preservando a Casa, não deixando que a CPI seja banalizada e que ninguém negocie nada lá dentro", afirmou.


No entanto, na coletiva de imprensa, onde foi anunciada a desistência da instalação da CPI, João deu outra explicação. Segundo o vereador, uma CPI teria prazos curtos para realizar uma investigação mais rigorosa, sendo assim, comprometeria todo seu trabalho investigativo.


Proposta pelo vereador Domingos Sávio (PMDB), a CPI iria investigar se a concessionária estava cumprindo todas as clausulas do contrato firmado com a Prefeitura de Cuiabá. Já que a falta de água na maioria dos bairros da capital é visível. Para a instalação da CPI, o peemedebista ainda conseguiu a assinatura de 14 parlamentares. Segundo o regimento interno, apenas nove assinaturas são necessárias para sua criação.


Procurando não causar inimizades com a maioria dos vereadores que assinaram o documento, João Emanuel deu a Comissão de Acompanhamento da CAB, existente na Casa, “força de CPI”. Com isso, a jurisdição terá o poder de exigir documentos contratuais e convocar até o presidente da concessionária para prestar esclarecimentos na tribuna aos vereadores.


A empresa é alvo de críticas por parte da população desde que se tornou a concessionária dos serviços de água e esgoto da Capital. A concessão é de 30 anos e foi arquitetada pelo ex-prefeito Chico Galindo (PTB) debaixo de protestos na prefeitura e até quebra-quebra na Câmara, que se tornou uma praça de guerra na ocasião. A Polícia chegou a usar bombas de gás lacrimogênio e tiros com balas de borracha para dissuadir manifestantes. 

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Alex Toledo 12/06/2013

A Empresa ta sendo caçada. porem quem deveria ser cassado foram aqueles Vereadores que assinaram a Venda/Concessão da Sanecap junto com o Ex-Prefeito. pois se existe Irregularidades são eles quem devem saber. e Não a Empresa...

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marcos dial 10/06/2013

Com a palavra Domingos Sávio. Vereador Domingos Sávio a CPI era ou não para fazer negociatas?

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2 comentários