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Éder, em entrevista à TV Centro América, Afiliada da TV Globo, revelou que fez isso porque foi preterido na escolha para assumir uma vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado, dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder Moraes Dias, disse que mentiu no depoimento prestado aos promotores Mauro Zaque, hoje secretário de Segurança Pública de Pedro Taques (PDT), e Roberto Aparecido Turin no Ministério Público do Estado sobre as investigações relacionadas à Operação Ararath realizada pela Polícia Federal no ano passado.
Éder, em entrevista à TV Centro América, Afiliada da TV Globo, revelou que fez isso porque foi preterido na escolha para assumir uma vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.
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“Estava totalmente tomado pela emoção de não ter sido atendido numa escolha para então ocupar uma vaga do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Qualificado que eu era para esta função e que politicamente me nomearam e depois me tiraram esta vaga. Então todo este contexto fez com que eu colocasse àquelas palavras, que depois eu me retratei sobre todas elas. Só vou falar dessa situação agora em juízo”, relatou.
Ele disse que com isso, esse depoimento prestado aos promotores não teria validade jurídica porque fez uma retratação pública. Mesmo assim, o promotor Roberto Aparecido Turin informou ao RepórterMT que este vídeo do depoimento de Éder está anexado nas ações do MPE.
Sobre o depoimento prestado aos promotores, Éder Moraes revelou como era o esquema de desvio de dinheiro público com a participação da construtora, segundo ele, a Ecomind.
Segundo o ex-secretário, essa construtora fez uma espécie de lavagem de dinheiro ao pagar contas da Assembleia Legislativa e também do próprio governo, quando ele era secretário de Fazenda.
Moraes também revelou que essas transações feitas com a construtora eram de conhecimento da Procuradoria-Geral do Estado, do então governadores Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB).
A Ecomind, segundo foi levantado pelo Ministério Público, ganhou na Justiça o direito de receber um passivo por ter prestados serviços no final da década de 90 ao governo do estado em obras de rodovias o valor de R$ 80 milhões. Porém, os promotores acreditam que este valor esteja superfaturado em R$ 60 milhões.
Por causa disso, o Ministério Público moveu uma ação judicial contra a construtora, o ex-governador Blairo Maggi (PR), Silval Barbosa (PMDB) e servidores da PGE.
OUTRO LADO
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) está viajando fora do país, mas disse que deve falar com a imprensa assim que retornar. O senador Blairo Maggi (PR) disse que não vai comentar o assunto. A Ecomind disse que a empresa está sob nova direção desde de 2013 e não tem conhecimento desses fatos e a PGE ainda não foi notificada sobre o assunto. A Assembleia Legislativa não se manifestou sobre o assunto.
PAGAMENTO DE PROPINA PARA APROVAR CONTAS DE GOVERNO
Durante ainda este depoimento, Éder Moraes revelou que o empresário Adalto de Freitas (SD), mais conhecido como Daltinho, cobrou R$ 2 milhões para emitir um parecer favorável à aprovação das contas do Governo do Estado.
Sem saber precisar a data certa, Éder acredita que as contas seriam do exercício de 2009, que seriam julgadas em 2010. O relator das contas era o ex-deputado Maksuê Leite, que mais tarde foi substituido por Daltinho.
Com o depoimento de Éder, Daltinho, que na época era filiado ao PMDB, procurou diretamente o governador Silval Barbosa (PMDB) para cobrar a cifra milionária a fim de não causar complicações na Assembleia Legislativa. Em dezembro de 2009, o então parlamentar emitiu parecer favorável, com 14 ressalvas e cinco recomendações.
“O deputado Daltinho estava substituindo o deputado Maksuês, para aprovar as contas de governo em um determinado ano.. Ou é 2010.. O Daltinho.. Tem que ver essas datas corretamente, mas foram feitos compromissos... ele exigiu à época R$ 2 milhões para aprovar as contas de governo, porque veio do tribunal [de Contas] meio quadrada a bola.. Mas a Assembleia que aprovava a conta final lá..”, disse Moraes ao Ministério Público Estadual.
Éder contou que o pagamento foi feito pelo intermédio de uma empreiteira, em depósitos para diversas fornecedores e postos de gasolina da região de Barra do Garças – domicilio eleitoral de Daltinho –, além de combustível de avião. “Eu tenho as contas relacionadas que ele me passou para fazer os depósitos. Ele recebeu o dinheiro e fez o depósito nessas contas.. Isso eu posso passar para vcs... Postos em barra do garças .. Fornecedores lá na barra.. Combustível de avião..por aí vai..”, consta de trecho do depoimento.
O ex-secretário disse que esse dinheiro teria sido pago através do esquema de lavagem e crimes financeiros investigados pela Polícia Federal na “Operação Ararath”, que tem como um dos pivôs Éder Moraes. Uma empreiteira, que possui uma alta quantia a receber do Estado referente a dividas de mais de 16 anos do extinto Departamento de Obras de Viação Pública (DOVP), aceitou receber uma fração do valor total e ainda repassar parte do dinheiro para Daltinho para não ficar totalmente no prejuízo.
Nos documentos apreendidos pela Polícia Federal com Éder Moraes em uma das fases da Operação Ararath, Daltinho aparece na lista de quem recebeu créditos ilegais. O nome do ex-parlamentar é relacionado com uma operação de R$ 900 mil e outra de R$ 600 mil, totalizando R$ 1,5 milhão.
Éder Moraes ocupou diversos cargos durante as gestões de Blairo e Silval. Foi secretário de Fazenda de ambos governadores, chefiou a Casa Civil e a Secretaria Extraordinária da Copa durante o governo do peemedebista. Nos inquéritos, é apontado como um dos operadores de todo esquema de crimes financeiros de Mato Grosso.
OUTRO LADO
O ex-deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, em conversa com RepórterMT à época, quando a reportagem foi publicada, negou que tenha pedido comissão para aprovar as contas do governo na época. Ele também disse que acionaria o seu advogado para tomar todas as medidas cabíveis contra Éder Moraes, sugerindo inclusive uma ação de danos morais na Justiça.O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) curte férias com a família na Espanha, depois de ter passado pelos Estados Unidos. Silval disse que quando chegar de viagem deve esclarecer vários fatos que acercaram a sua administração desgastada.














Juliana 17/01/2015
O Melhor de todos...foi a entrevista dele no Programa do Agnelo Corbelino. no final ele dando um livro de auto ajuda p Eder, para reflexão e para acalmar a alma kkkkkk
XOMANO 17/01/2015
Que bunitinho !! Tudo isso pq nao ganhou a vaga de Conselheiro??? Calma, sua hora vai chegar, é só o Sérgio Ricardo ser cassado e perder a vaga que ele comprou com nosso dinheiro que abre-se uma nova vaga. Ai vc corre pros braços dos seus amigos de novo e tenta a vaguinha. ou será que seus amigos de esquema te abandonaram??? Se é burro heim camarada...vive falando que vai jogar a merda no ventilador e na hr que te apertam vc se borra todo??? Cala a boca MAGDA..., vc só abre a boca p falar merda.
Percio 14/01/2015
Cara, cala a sua boca, sempre que vc abre ela só fala M, portanto se ficar quieto ainda assim a pica vai te pegar e se falar e a ROLA mesmo, cagueta
olho vivo 14/01/2015
Cuiabano tem uma expressão para esse tipo de "homem" bananinha de bulicho. É só apertar um pouquinho e já logo se borra todo. Se você tiver coragem confirme o que disse em depoimento e seja o homem responsável por ajudar a colocar na cadeia a quadrilha que esteve no poder nos últimos doze anos.
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