CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) resolveu reagir às acusações de que seu governo pretende privatizar o ensino público estadual, com a implantação de parcerias público-privadas. Em suas últimas entrevistas à imprensa ele declarou que o Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso) "está mentindo".
“Não me venha falar em privatização das escolas públicas. Mentira do sindicato! Estão tentando fazer com que a Dilma volte, como saiu nos jornais, estão politizando a discussão", disparou Taques.
“Não me venha falar em privatização das escolas públicas. Mentira do sindicato! Estão tentando fazer com que a Dilma volte, como saiu nos jornais, estão politizando a discussão. Eu quero construir escolas”, disparou o tucano que alega a necessidade urgente já que das 756 escolas estaduais de Mato Grosso, 11 funcionam em prédios alugados.
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Em programas de rádio e TV, o governador tem pedido a atenção dos pais de alunos das escolas estaduais dizendo que os estudantes, que participam da manifestação contrária às PPPs, estãos sendo usados por interesses políticos. Taques tem afirmado reiteradas vezes que a proposta não visa privatizar o ensino, mas sim tercerizar serviços como obras, segurança e merenda.
"Agora, que país é esse, que estado é esse que eu, como governador com 58% dos votos válidos, não posso discutir a possibilidade de PPP nas escolas?"
"Nós vamos construir isso depois de audiências públicas. Agora, que país é esse, que estado é esse que eu, como governador com 58% dos votos válidos, não posso discutir a possibilidade de PPP nas escolas? E vem contar mentiras, dizendo que nós vamos cobrar mensalidade nas escolas, usando crianças, jovens, mentindo para a sociedade?!”, questionou Taques.
A necessidade de lançar mão desse projeto de parceria com o setor privado ocorre, segundo o governador, pela falta de condições do Estado em fazer novos investimentos. “Eu não tenho mais dinheiro para investimento porque nós estamos numa crise. Aí, você quer discutir PPP (Parceria Público-Privada), aqueles ideológicos vêm dizendo que é privatização”, reclamou Taques em entrevista à Rádio Mega FM, na noite desta terça-feira (31).
O OUTRO LADO
Para Henrique Lopes, presidente do Sintep, o governador está usando duas informações diferentes para desmobilizar o movimento. Segundo ele, a volta da presidente Dilma Rousseff (PT) foi uma questão defendida apenas em uma moção de repúdio contra o seu afastamento e que isso não faz parte da pauta da greve e nem das ocupações, que são outro movimento autônomo dos estudantes.
O sindicalista esclareceu que “os três pontos que os profissionais da Educação reivindicam são a RGA, concurso público e a questão contrária às PPP’s na parte em que ela privatiza os serviços que hoje são desempenhados por profissionais da educação", explicou.
















Eleonora Ribeiro Cardoso 03/06/2016
Ao contrário, governador! Não há movimento político em nossa greve! Estamos lutando por uma lei que o senhor descumpriu. Nunca antes em MT houve uma adesão tão maciça de servidores. Todos os servidores são mentirosos? O único que fala a verdade é o senhor? Agora chama os servidores de mentirosos?
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