MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
As atas das convenções partidárias de 2014 estimam o gasto máximo nas campanhas eleitorais deste ano dos candidatos a governador e senador de Mato Grosso de até R$ 173 milhões.
A cifra chama a atenção, já que com o salário de R$ 16.877 mil, o candidato que for eleito governador irá receber em quatro anos, o montante de R$ 810.096 mil. Já quem for eleito senador, receberá por oito anos de mandato pouco menos de R$ 2.565 milhões.
Com o valor estimado para as campanhas seria possível construir pelo menos 43 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), como a que foi inaugurada em junho de 2013, ao custo de R$ 4 milhões, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. A unidade de complexidade média prevê o atendimento para 30 bairros, atingindo até 250 mil habitantes.
O montante também possibilitaria a construção de pelo menos nove elevados como o do Viaduto do Despraiado, uma das primeiras obras preparatórias para Copa, que foi entregue em Cuiabá. O elevado de 325 metros de comprimento e até nove de altura foi planejado para dar fluidez à Avenida Miguel Sutil.
Ainda no quesito obras da Copa, o montante das campanhas também seria equivalente a quase quatro construções semelhantes à Trincheira da Jurumirim, que com quase 1 km de extensão é considerada a maior obra pacote de intervenções de travessia urbana, estimada em R$ 46 milhões.
De acordo com os registros em ata, o PSD será o que mais deve investir na candidatura do deputado José Riva ao governo do Estado, que prevê o gasto de R$ 35 milhões. Em segundo lugar está o senador Pedro Taques (PDT), que estima gastar até R$ 34 milhões para se eleger. Logo em seguida, aparece o candidato do governo, Lúdio Cabral (PT), com a previsão de até R$ 30 milhões.
Com apenas dois partidos aliados, o candidato Muvuca (PHS) estima a despesa de até R$ 10 milhões e José Roberto Cavalcante (PSOL) prevê o gasto de até R$ 1 milhão.
Somente as candidaturas ao Senado podem somar até R$ 63 milhões. O maior gasto estimado está previsto para a candidatura do ex-presidente da Famato, Rui Prado (PSD), que pode chegar a R$ 30 milhões, o mesmo valor estimado para a candidatura do candidato da base ao governo.
Em segundo lugar está o deputado federal Wellinton Fagundes (PR), o republicano que é candidato a senador na chapa de Lúdio, prevê a despesa de até R$ 15 milhões.
Mais modesto, o senador Jayme Campos (DEM), que é o candidato a senador mais rico deste pleito estadual, declarou que a previsão é usar até R$ 12 milhões. Pelo PHS, Amorézio Dias Vidrago, candidato na chapa de Muvuca, estima R$ 5 milhões. Já no PSOL, a estimativa para Gilberto Lopes Filho, é igual a do candidato a governador, até R$ 1 milhão.
















