DA REDAÇÃO
A delegada da Delegacia Fazendária (Defaz), Cleibe Aparecida de Paula, indiciou 30 pessoas por envolvimento no esquem, conhecido com "ESCÂNDALO DA CONTA ÚNICA", que desviou mais de R$16 milhões dos cofres do Estado. Porém, todos os envolvidos estão soltos e, nada do que foi roubado, foi recuperado.
De acordo com informações da Delegacia Fazendária, outras 24 pessoas relacionadas na lista de 41 da Auditoria Geral do Estado não foram indiciadas por ausência de indícios convergentes. As investigações começaram em fevereiro de 2011 e, no dia 3 de maio desde ano, a Delegacia Fazendária deflagrou a operação “Vespeiro”.
Durante a operação a Polícia Civil indiciou a ex-coordenadora da conta única, Magda Mara Curvo Muniz, apontada no inquérito policial como a principal articuladora do esquema, os terceirizado, Edson Rodrigo Ferreira Gomes e Gláucio Fabian Ota do Nascimento, além do servidor do setor financeiro da Secretaria de Estado de Fazenda, Paulo Alexandre França. Todos foram indiciados pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos no sistema, subtração ou inutilização de livro ou documento e formação de quadrilha.
Também foram indiciados por peculato e formação de quadrilha, Antonio Ricardino Martins Cunha, a ex-secretária adjunta do Tesouro Estadual, Avaneth Almeida das Neves e a assessora Financeira e Orçamentária da Unemat, Joanice Batista do Espírito Santo Ferrea.
Os beneficiários Silvan Curvo, Edilza Maria de Freitas, Albina Maria Auxiliadora Gomes, Vicente Ferreira Gomes e Thais Gonçalves Mariano foram indiciados por peculato, equiparado à condição de servidor, já que concorreram para o crime.
Pela participação na trama também foram acusados por peculato e formação de quadrilha: Paulino Silva da Cunha, Marcia da Silva Santos, Maria das Graças de Souza, Manoel Joaquim da Conceição, Itamar Evaristo da Silva, José Martins Barroti, Maria José dos Santos e Pedro Antonio Trouy Dias. Os dois últimos não foram encontrados e nem compareceram para prestar declarações na Delegacia. Os nomes estão ligados ao núcleo de Silvan Curvo, irmão da ex-coordenadora Magda Mara Curvo Muniz.
As investigações comprovaram a ligação entre Alice Maria de Oliveira, Lediane Cristina de Arruda Francisco e Vander Carlos de Limpa Bomfim com a investigada Rosália Catarina Gattaz, que segundo o relatório da Delegacia Fazendária, se recusou a apresentar sua versão nos fatos. Todos eles foram indiciados por peculato e formação de quadrilha.
Apontados em quatro declarações como beneficiários foram indiciados Luca da Silva Luzardo e Renato Alexandre Ferreira Gomes, por peculato e formação de quadrilha.
Por terem movimentado valores “exorbitantes” nas contas correntes foram indiciadas Aurizete Juvêncio dos Santos e Miralva Alves dos Santos. As duas inicialmente tentaram apresentar versão distorcida dos fatos e, apenas após adoção de técnicas de investigação, é que relataram que recebiam entre R$ 50 e 500 reais para cada saque efetuado.
Beneficiado com a fraude, Denis Hitoche de Deus, ligado ao núcleo de Edson Rodrigo, foi indiciado por peculato e formação de quadrilha. Ele abriu uma conta poupança, que era movimentada por Edson e para isso recebia uma quantia mensal. O acusado também foi indiciado por posse de munições.
Por último, a Delegacia Fazendária indiciou por peculato e formação de quadrilha, a empregada doméstica, Tânia Regina Lopes, mesmo não tendo sido cumprida a prisão temporária decretada contra ela e por não comparecer à unidade policial para prestar esclarecimentos.. A investigada recebia créditos em sua conta corrente sem vínculo algum com o Estado.
O inquérito foi encaminhado no dia 9 de julho ao Ministério Público (MPE/MT).













POVO CANSADO 22/08/2012
isto é uma vergonha.. estado com políticos que tem vocaçao para bandidagem e para a incompetencia, so pode dar nisso.. é bem mato grosso..
1 comentários