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03 de Dezembro de 2016, 08h:17 - A | A

POLÍTICA / SUPOSTA DOAÇÃO ELEITORAL

Dal'Bosco questiona declaração; Taques afirma que nunca viu delator

Líder do Governo e chefe da Casa Civil questionam a veracidade de depoimento do empreiteiro Giovani Guizardi, de que o empresário Alan Malouf doou R$ 10 milhões à campanha do governador em 2014.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM) criticou a repercussão da delação premiada do empresário Giovani Guizardi envolvendo uma suposta doação de R$ 10 milhões para a campanha do Governo do Estado em 2014.

O dinheiro seria produto de propína arracadada pelo grupo criminoso que, segundo o MPE, fraudava licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O deputado afirmou que uma mentira, em época de operações policiais realizadas com base em delações premiadas, valeria mais do que uma verdade, “sobretudo, quando se diz para imprensa antes mesmo da devida comprovação”.

“Eu fui, recentemente, prestar depoimento à Polícia Federal sobre o caso que uma pessoa que disse eu estaria almoçando com um investigado [relacionado à Operação Theatrum], quando, na verdade, eu estava trabalhando na Assembleia. Quer dizer, a verdade sempre vem à tona. Jogar pedra na vidraça é fácil", disse o deputado Dal'Bosco.

Em delação, o empreiteiro Giovani Guizardi afirmou que o empresário Alan Malouf, dono do buffet Leila Malouf, revelou que tinha o costume de fazer doações a campanhas políticas, para depois obter vantagens em contratos com o Governo do Estado.

Entre as campanhas, estaria a do então candidato a governador Pedro Taques (PSDB), para a qual ele disse que teria destinado R$ 10 milhões.

“Eu fui, recentemente, prestar depoimento à Polícia Federal sobre um caso que uma pessoa que disse que eu teria almoçado com um investigado [relacionado à Operação Theatrum], quando, na verdade, eu estava trabalhando na Assembleia. Quer dizer, a verdade sempre vem à tona. Jogar pedra na vidraça é fácil”, disse o líder do Governo.

Investigação

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, disse que a colaboração premiada é “apenas” um termo de declaração no qual o delator elenca uma série de acontecimentos que necessitam ser investigados.

“Tudo que está acontecendo no Brasil, neste momento, tem que ser investigado. Agora, é preciso tomar cuidado com as coisas que são ditas e lançadas ao vento. Uma coisa é uma pessoa fazer uma delação do que ela participou e ela fez. Outra coisa é ela dizer que quer contar tudo que ouviu e que contaram a ela”, disse.

Taques lembrou que esteve diretamente envolvido na campanha eleitoral do governador em 2014 e nunca viu Guizardi pessoalmente. Afirmou que não o conhece.

“Tenho certeza que esse cidadão não doou para nossa campanha”, disse o secretário, após o lançamento da obra de duplicação da Avenida Filinto Muller, em Várzea Grande, na sexta-feira (2).

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Sandrinha 03/12/2016

Nojo! Nojo e nojo! Cambada infernal!

Laura 03/12/2016

Ora tenha dó, né? Por acaso o doador de campanhas tem que falar com o candidato? Se espera que ele dê um cheque nominal? Alan Malouf não era integrante da equipe da campanha de Pedro Taques? O que mais querem? Querem fazer a gente de besta...

2 comentários

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