MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Para o deputado federal Júlio Campos (DEM), o problema da possível adesão do PR ao grupo da oposição liderado pelo senador e pré-candidato a governador, Pedro Taques (PDT), vai muito além da disputa pela vaga de candidato ao senado entre seu irmão, Jayme Campos (DEM) antigo aliado de Taques, e o deputado federal Wellinton Fagundes (PR), presidente do PR e que não abre mão da senatória. Em entrevista ao programa Folha Mix, na manhã desta sexta-feira (9), Júlio disparou que o PR impediria eleição de candidatos a deputado de outros partidos e levaria para o grupo o descrédito da má administração estadual.
“Acho até que o Wellinton Fagundes aceita vir conosco de graça, para ser novamente deputado federal, sem reivindicação, apenas indicando alguém de suplente a senador. Não teria problema nenhum. Mas o problema é que pode ter dois problemas: primeiro dessa chapa proporcional que não interessa para ninguém; segundo que é o da contaminação, né? O vírus do Silval vem. Isso muda todo o discurso, que nosso candidato a governador vem fazendo, em oposição dura e consistente ao atual governo do Estado. O PR comanda sete Secretarias e os principais defeitos do governo são as obras públicas, comandadas justamente pelo PR”, ressaltou.
Na avaliação do líder do Democratas, a chapa proporcional proposta pelo PR em forma de “chapão” beneficiaria apenas aos deputados Republicanos que buscam à reeleição. Para Júlio, essa aliança seria suicídio.
"Quem entrar lá está suicidando. O menos votado tem 25 mil votos. Os outros não vão eleger”
“É problema de composição política. Uma das coisas que o PR quer que é impossível é que ele quer ter sete deputados estaduais. Ele quer que forme um “chapão” para deputados estaduais. E quem que vai aceitar isso? Então os outros vão servir de “cavalo de tróia”? Vão servir de escadinha? Nem o PDT, se o Pedro Taques chorar lágrimas de sangue, não aceita entrar com PR. Eles não vão querer porque essa composição é muito forte. Quem entrar lá está suicidando. O menos votado tem 25 mil votos. Os outros não vão eleger ninguém”, observou o deputado .
Para Júlio a solução para conseguir eleger de 10 a 12 deputados estaduais será formar três coligações e para deputado federal apenas um “chapão” garantindo a eleição de três candidatos.
Ainda sobre a insistência do coordenador da campanha de Taques, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), em levar o PR para o grupo, Júlio Campos dispara e diz que o senador precisa aprender a controlar e o prefeito a esperar sua vez de candidato a governador para decidir.
“Ele tem que saber administrar a pressão, principalmente por parte do ilustre prefeito de Cuiabá que, por uma questão de simpatia pessoal, de amizade com a turma do PR, porque ele era originário do PR, viabiliza essa possibilidade. Então ele tem que aguardar o momento dele. Então quando ele for candidato a governador em 2022 2026, né porque sendo Pedro eleito é natural que ele vai ser nosso candidato à reeleição daqui a quatro anos”, finalizou.

















joao roberto 11/05/2014
Mauro Mendes , o Pedro Taques não interferiu na na sua composição majoritária em 2012 e não irá iterferir quando chegar a sua vez de ser candidato a Governador. Então, voce e o Percival , faça como o Pivetta , deixa o homem decidir com liberdade. ligue o seu disconfiômetro
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