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04 de Outubro de 2026

04 de Outubro de 2026, 10h:54 - A | A

POLÍTICA / VENDA DE SENTENÇAS

CNJ prorroga prazo do PAD que investiga desembargador afastado do Tribunal de Justiça de MT

A prorrogação foi aprovada nos termos do voto do relator, conselheiro Paulo Régis Machado. Ao todo, 14 conselheiros seguiram o voto favorável para prorrogar o PAD.

Reprodução

PAD contra João Ferreira Filho no CNJ foi prorrogado por 140 dias

PAD contra João Ferreira Filho no CNJ foi prorrogado por 140 dias

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a prorrogação por 140 dias do prazo de tramitação do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investiga o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), João Ferreira Filho, afastado desde agosto de 2024 por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças. A decisão foi tomada no Plenário Virtual, com encerramento da votação na sexta-feira (2).

A prorrogação foi aprovada nos termos do voto do relator, conselheiro Paulo Régis Machado. Ao todo, 14 conselheiros seguiram o voto favorável para prorrogar o PAD.

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Apenas o conselheiro Ulisses Rabaneda não votou, em razão de ausência justificada.

O ministro Edson Fachin presidiu o julgamento.

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O procedimento disciplinar apura suspeitas relacionadas a um suposto esquema de venda de decisões judiciais. O afastamento do desembargador foi determinado pelo CNJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Após ser afastado, o PAD foi instaurado por unanimidade pelo CNJ, sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques.

As investigações contra João Ferreira Filho tiveram origem em desdobramentos de uma Reclamação Disciplinar que analisou os vínculos mantidos entre o magistrado e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

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Segundo informações apresentadas durante a abertura do procedimento, a apuração considera diálogos extraídos do celular de Zampieri, que ficou conhecido como "celular-bomba" por revelar a dimensão do esquema. O material, conforme apontado pelo corregedor nacional à época, indicaria possíveis pagamentos de vantagens indevidas relacionados à prolação de decisões judiciais.

O caso também envolve suspeitas de incompatibilidade patrimonial. Entre os elementos mencionados na investigação estão gastos elevados em cartão de crédito, aquisição de imóveis por valores superiores aos declarados no Imposto de Renda, suposta ocultação de bens e repasses financeiros envolvendo familiares.

O PAD tramita em sigilo. 

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