MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Com o orçamento mais modesto dos candidatos ao governo de Mato Grosso, o candidato do PSOL, José Roberto Cavalcante, estima gastar até R$ 1 milhão em sua campanha. Ele afirmou que não teme o ‘poderio’ econômico de seus adversários e se declara a única proposta realmente de ‘esquerda’.
As declarações do candidato foram feitas ao RepórterMT por e-mail, no qual o mesmo respondeu de forma curta e objetiva questionamentos enviados pela reportagem, já que o candidato a governador segue a prerrogativa do partido em não dar entrevistas a jornalistas por telefone.
Com chapa pura, tanto na esfera majoritária, quanto proporcional, o PSOL, que lança três candidatos a deputado federal e 12 a estadual, alega que ainda não tem conhecimento do tempo de propaganda eleitoral que terá no rádio e na TV, mas que pretende compensar o curto espaço interagindo com o eleitor pessoalmente e através das redes sociais.
Para o marketing de sua campanha, o candidato descarta a possibilidade de contratação de profissional da área. Segundo Cavalcante, a responsabilidade e cuidado com a imagem do candidato ficará a cargo de um colegiado composto pela direção estadual do PSOL.
De acordo com o candidato, as doações de campanha serão provenientes da base do PSOL a fim de evitar que a imagem do partido seja distorcida.
“Nossos doadores serão o próprio partido, nossos militantes e pessoas do povo que queiram nos ajudar sem qualquer promessa de vantagem ou benefício pessoal futuro. Não aceitaremos, também, em hipótese alguma, doações de empresas, multinacionais, empreiteiras, bancos, pois, distorcem e manipulam a vontade do povo”, ressaltou.
Apesar da desvantagem econômica e de proporção política diante dos demais grupos que também apresentam candidatura ao governo do estado, o candidato do PSOL afirma que não teme o enfrentamento e aposta no ‘diferencial’ de não fazer parte do atual governo e não ter comprometimento com outros grupos.
“Nossa candidatura é a única alternativa de oposição, de esquerda, e sem quaisquer compromissos com os grupos políticos que há décadas se revezam no poder em Mato Grosso, sequestrando os direitos do povo. Nossa candidatura é a única que não está de modo algum comprometida com o poder político e econômico, Esse é o nosso diferencial”, frisou.
Os gastos de campanha dos demais candidatos ao governo estão estimados na seguinte ordem de valores: José Riva (PSD) R$ 35 milhões, Pedro Taques (PDT) R$ 34 milhões, Lúdio Cabral (PT) R$ 30 milhões e Muvuca (PHS) R$ 10 milhões.
















