MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Quase dois anos após ter deixado a direção geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), durante a chamada “faxina ética” realizada pela presidente Dilma Rousseff (PT), diante das denúncias de corrupção, Luiz Antônio Pagot (PTB), que foi o secretário mais ‘forte’ do governo de Blairo Maggi (PR), ressurge no cenário político mato-grossense como o mais novo pré-candidato a governador do Estado.
O anúncio oficial foi feito na manhã desta sexta-feira (4), pelo presidente regional do partido, o ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo.
Aos jornalistas, Pagot já anunciou que sua pré-candidatura vem para fazer um forte confronto à aliança que busca a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB) e também contrária ao grupo da oposição, representado pelo senador e pré-candidato Pedro Taques (PDT).
“Estamos aqui como uma terceira via. Para liderar, mas também com a humildade de sermos liderados”, frisou Pagot.
O pré-candidato também aproveitou a oportunidade para tecer duras críticas ao atual governo de Silval, principalmente no que diz respeito à conclusão da obras da Copa e à terceirização dos serviços de saúde entregues às OSS’S.
“A Copa do Mundo vai passar e os problemas vão continuar. Não podemos mais ser coniventes com um governo que terceiriza tudo”, declarou.
CENÁRIOS DO PTB
O partido, que recentemente estava junto a Pedro Taques, buscando ‘um lugar ao sol’, lançando Serys Slhessarenko (PTB) como candidata ao Senado, pode agora priorizar seus representantes, lançando uma chapa pura, trazendo Serys como pré-candidata ao Senado. A possibilidade foi citada pelo próprio presidente do partido que pontuou a necessidade de antes conquistar aliados.
“Antes de optar por esse caminho vamos procurar todos os partidos para construir essa terceira via. Sugerimos liderar esse projeto, mas podemos também ser liderados, desde que atenda aos ideais do PTB", ressaltou.
RELEMBRE A ‘FAXINA ÉTICA’
Em julho de 2011 o então diretor geral do Dnit pediu férias logo que começaram as investigações que apontavam esquemas de corrupção na pasta, o que impediu que a presidente Dilma o afastasse do cargo. A presidente no entanto havia mandado o recado que o afastaria assim que retornasse de ‘férias’. Encurralado, Pagot pediu demissão do cargo.
Após sua saída Pagot foi aceitou o convite do Senado para prestar esclarecimentos. Na tribuna ele negou a existência de qualquer esquema e alegou ser vítima de grampo irregular, pedindo a investigação da Polícia Federal.
Quase dois anos depois, Pagot ainda nutre uma mágoa pela presidente Dilma, por ter tido sua imagem prejudicada diante de uma ação intempestiva, agindo ,segundo ele, sem provas.
















