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07 de Janeiro de 2015, 14h:45 - A | A

POLÍTICA / LISTA TRÍPLICE

Antes de escolher novo procurador, Taques convoca reunião exclusiva com candidatos

A Ong Moral protocolou semana passada uma Carta Aberta ao governador pedindo que ele não reconduza Paulo Prado ao cargo.

RepórterMT

Prado já venceu disputa interna

Prado já venceu disputa interna

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PDT) se reúne esta semana com os candidatos à procuradoria-geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPE): o atual procurador-geral Paulo Prado, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva e o procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira.

Taques tem até o dia 17 de janeiro para nomear o novo procurador-geral de Justiça, que irá comandar a instituição pelo biênio 2015/2017. Pela Constituição, o governador pode escolher entre os três mais votados na eleição que ocorreu em 10 de dezembro no MPE.

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Cada candidato irá se reunir em particular com o governador. O mais votado foi Paulo Prado, que ficou em primeiro lugar na disputa interna, com 147 votos entre os 213 votantes. Contudo, ele enfrenta desgastes após ter seu nome envolvido na Operação “Ararath”, que apura crimes financeiros em Mato Grosso.

O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (Ong Moral) protocolou semana passada uma Carta Aberta ao governador pedindo que ele não reconduza Prado ao cargo por entender que as denúncias ainda não foram esclarecidas.

Prado, entretanto, negou nesta quarta-feira (7) ao RepórterMT que seja investigado na Operação, e chegou a desafiar que a imprensa mato-grossense encontre procedimentos contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu não faço parte da Operação Ararath. Se consultarem, verão que meu nome não está como investigado no Supremo. Não estou sendo investigado. Recebi apoio do procurador-geral da República [Rodrigo Janot] e criei um grupo pra investigar essa questão. Vou ficar dando cartaz para que não merece?”, disparou Prado.

O procurador classificou a convocação de Taques como “um gesto de fidalguia” [nobreza]. “O governador vai conversar com cada um, saber o que pensamos do Ministério Público Estadual. É mais para dialogar, um gesto de fidalguia, de conversar com os três que fazem parte da lista tríplice”, completou ele.

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