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18 de Julho de 2016, 10h:20 - A | A

POLÍTICA / TRÊS CONTINUAM

AL conclui duas CPI’s da Copa e OSS; relatórios serão entregues em agosto

As demais CPI’s, da Renúncia e Sonegação Fiscal, dos Frigoríficos e do Ministério Público do Estado (MPE), ainda seguem no processo de investigação no segundo semestre, sendo que do MPE só retoma a fase de audiências, após o período eleitoral.

Assessoria

Três CPIs ainda seguem com os trabalhos de investigação.

Três CPIs ainda seguem com os trabalhos de investigação.

DA REDAÇÃO



Duas das cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) deverão entregar o relatório final das investigações no próximo mês, em agosto. A CPI das Organizações Sociais de Saúde (OSS) e a das Obras de Mobilidade Urbana da Copa tiveram início em 2015 e movimentaram o cenário político mato-grossense com depoimentos de pessoas públicas e milhares de páginas de contratos e documentos apurados.

“Foram encontradas inúmeras irregularidades, entre atendimento precário com pacientes internados nos corredores, disponibilização de menos médicos em unidades do que o previsto em contrato", revela o presidente da CPI das OSSs, Dr Leonardo.

As outras três CPI’s em andamento na Assembleia Legislativa investigam a prática de concessão de incentivos fiscais e apurar se os beneficiários do recurso estão em dia com as contrapartidas impostas nos contratos; possíveis irregularidades na negociação de cartas de créditos envolvendo membros do Ministério Público Estadual (MPE); e a formação de cartel por Frigoríficos. Ao todo, a cinco comissões somam em torno de 200 reuniões e quase 450 pessoas ouvidas.

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A CPI das OSS foi instaurada em março de 2015 para investigar o suposto superfaturamento de serviços de saúde contratados por hospitais regionais de Mato Grosso e também analisar atrasos dos repasses do Estado aos municípios. Presidida pelo deputado estadual Dr. Leonardo (PSD), e sob relatoria de Emanuel Pinheiro (PMDB), a Comissão levantou a situação dos hospitais gerenciados por OSS e ouviu 11 testemunhas, entre elas o ex-deputado federal e secretário de saúde no governo de Silval Barbosa, Pedro Henry.

“Foram encontradas inúmeras irregularidades, entre atendimento precário com pacientes internados nos corredores, disponibilização de menos médicos em unidades do que o previsto em contrato, além da falta de medicamentos, de equipamentos para exames e até de alimentação para pacientes internados”, revela o presidente da CPI, Dr. Leonardo.

O próximo passo é a entrega do relatório para a presidência da Assembleia, que deverá fazer contribuições e depois encaminhar aos órgãos competentes, como Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público do Estado.

Também está na fase de ajustes finais o relatório da CPI das Obras de Mobilidade Urbana da Copa. Iniciada em abril do ano passado, a Comissão foi criada após requerimento de três parlamentares.

O deputado Oscar Bezerra (PSB) foi eleito presidente da comissão, que foi implantada para apurar um suposto desvio de recursos na contratação e execução das obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) e de adequações viárias em Cuiabá e Várzea Grande. Com 70 depoentes, a CPI das Obras da Copa registrou a presença do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado José Riva.

Fora as testemunhas, a equipe técnica recebeu cerca de 500 mil páginas de documentos ao longo das investigações, sendo 100 mil impressas e 400 mil digitalizadas. Somente o processo licitatório do VLT tem 60 volumes e aproximadamente 13 mil páginas. A conclusão da CPI está prevista para agosto.

Segundo Semestre

As demais CPI’s, da Renúncia e Sonegação Fiscal, dos Frigoríficos e do Ministério Público do Estado (MPE), ainda seguem no processo de investigação no segundo semestre, sendo que do MPE só retoma a fase de audiências, após o período eleitoral. Neste intervalo, a equipe técnica e os membros da Comissão – Max Russi (presidente), Oscar Bezerra (vice-presidente), Dr. Leonardo, Dilmar Dal Bosco e Wilson Santos vão dar continuidade à análise documental do material levantado até o momento.

A CPI da Renúncia e Sonegações Fiscal foi divida em três sub-relatorias: incentivos fiscais, regime especial e cooperativa. Neste momento, as oitivas estão suspensas porque chegaram novas denúncias contra os envolvidos e os deputados que compõem a Comissão irão analisar os documentos. A previsão é que as oitivas sejam retomadas na primeira semana de agosto e, o término dos trabalhos, no mês de novembro.

A mais recente delas, a CPI dos Frigoríficos, está percorrendo as principais cidades produtoras de carne em Mato Grosso, que possuem ou possuíam plantas frigoríficas para ouvir pecuaristas, empresários e gestores políticos.

O presidente da Comissão, deputado Ondanir Bortolini “Nininho”, destaca que as oitivas são de suma importância para o andamento da investigação. “As audiências in loco proporcionam a participação da população local, que foram os principais afetados com o fechamento dessas plantas”.

Ainda de acordo com o presidente, a Comissão já está munida de documentos importantes para a conclusão dos trabalhos. Segundo ele, vai finalizar todas as oitivas para então fechar o relatório o final, que será encaminhado ao Ministério Público do Estado.

 

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