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Cuiabá, 15 de Junho de 2026
15 de Junho de 2026

22 de Abril de 2026, 14h:40 - A | A

POLÍCIA / CASO RENATO NERY

STJ mantém preso César Sechi, acusado de mandar matar advogado em Cuiabá

Ministro do STJ rejeita pedido da defesa e mantém prisão de empresário investigado como mandante de homicídio em Mato Grosso

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter preso o empresário César Jorge Sechi, investigado por suspeita de ser o mandante do assassinato do advogado Renato Nery e por participação em organização criminosa.

A decisão, assinada no último dia 16, é do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que analisou um pedido da defesa para que o empresário respondesse ao processo em liberdade.

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O empresário foi preso inicialmente em maio de 2025. Dois meses depois, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Em março de 2026, foi encerrada a fase de coleta de provas e depoimentos.

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A defesa alegou que a prisão é ilegal e pediu a soltura ou, alternativamente, a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Também questionou a acusação de participação em organização criminosa, afirmando não haver provas suficientes dessa ligação.

Antes de chegar ao STJ, o pedido já havia sido analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que negou a solicitação. Os desembargadores entenderam que não houve demora excessiva no processo e que o pedido repetia argumentos já apresentados anteriormente, sem fatos novos.

Ao analisar o caso, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca afirmou que não identificou ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do empresário. Ele ressaltou que decisões urgentes desse tipo são concedidas apenas em situações excepcionais, o que não se aplica ao caso.

O relator também destacou que os argumentos da defesa ainda serão analisados de forma mais aprofundada pelo colegiado.

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