DO REPÓRTER MT
Nos últimos 13 dias, a Polícia Civil recebeu 400 denúncias relatando mensagens falsas relacionadas a massacres ou presença de armas em escolas de Mato Grosso. Durante as investigações, 44 pessoas foram identificadas e conduzidas à delegacia. Entre elas estão dois adultos e adolescentes na faixa de 12 a 17 anos, além de duas crianças.
De acordo com a Polícia Civil, as duas crianças foram identificadas após denúncia de que estariam armadas. Os armamentos eram de pressão, comumente utilizados em jogos de airsoft, e teriam sido recebidos de presente pelos pais.
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Durante o depoimento, os estudantes investigados alegaram que as publicações, que causaram pânico e tumulto em escolas, não passavam de "brincadeira", também realizavam as postagens para impedir a realização de aulas e provas.
“Não foram detectadas situações de risco potencial ou real de concretização dos atos violentos, mas espalhar fake news e aterrorizar escolas não é brincadeira e a instituição leva esse assunto muito a sério. Não é brincadeira propagar esse tipo de material que causa um dano imensurável, deixando alunos, professores e pais em pânico", pontuou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
A Polícia Civil alerta que quem cria perfis em redes sociais para divulgar ataques falsos, pode responder por incitação e/ou apologia ao crime, falso alarme e até atos de terrorismo - com pena superior a 30 anos de cadeia.
As ações investigativas fazem parte da "Operação Escola Segura", do Ministério da Justiça e Segurança Pública junto com o Ministério da Educação, que tem identificado autores de ameaças de massacre em escolas e tomado medidas para a segurança.
Em Mato Grosso, as investigações são coordenadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) em apoio às delegacias dos municípios onde houve registros de mensagens publicadas em redes sociais.
Efeito Contágio
Conforme o delegado Ruy Guilherme, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), muitas mensagens, montagens de vídeo e fotos são as mesmas que estão circulando em todo o país.
“Os criminosos pegam uma mensagem, foto ou vídeo, fazem alterações para a nossa realidade e compartilham para causar pânico. A ideia de enviar mensagens para o maior número de pessoas está errada, pois causa o efeito contrário, gerando pânico e tumulto", relatou o delegado.
A orientação para responsáveis por alunos e toda comunidade escolar que receber vídeos, fotos e mensagens de ameaças ou supostos ataques é que comuniquem a polícia imediatamente, ligando para 197 (Polícia Civil) ou enviando os arquivos para o WhatsApp da DRCI (65) 99973-4429.
Denúncias também poder ser feitas nos perfis da Polícia Civil de Mato Grosso (@policiacivil_mt ou @dae_pcmt).
















