facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 05 de Junho de 2026
05 de Junho de 2026

06 de Fevereiro de 2026, 13h:55 - A | A

POLÍCIA / DELEGACIA DE SORRISO

OAB-MT cobra providências da Corregedoria da PJC sobre supostos abusos cometidos por policiais

Mensagens, vídeos e prints obtidos pelo RepórterMT de conversas em um grupo oficial da polícia vieram à tona na manhã de hoje (6).

DA EDITORIA



A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) protocolou um documento cobrando providências da Corregedoria da Polícia Judiciária Civil do Estado (PJC-MT) sobre supostos abusos, tanto de autoridade quanto sexuais, cometidos por policiais da Delegacia de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Mensagens, vídeos e prints obtidos pelo de conversas em um grupo oficial da polícia vieram à tona na manhã de hoje (6).

“Sugeriu-se a elaboração de requerimentos formais destinados à OAB, ao Ministério Público, à Corregedoria da PJC-MT e à ANACRIM (Associação Nacional da Advocacia Criminal). Deliberou-se que a OAB Sorriso oficiará a Delegacia de Polícia Judiciária Civil (DJC) de Sorriso a respeito dos fatos noticiados, para ciência e adoção das medidas que entender cabíveis”, diz trecho do documento.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Na ata, elaborada pela 17ª Subseção da OAB, em Sorriso, consta que a entidade realizou uma reunião com advogados criminalistas do município para tratar do vazamento de um celular institucional da PJC-MT, ocorrido em outubro de 2025. Conforme obtido pelo , no aparelho há conversas de um suposto grupo interno de mensagens intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais”, usado por policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Leia mais - Mensagens "bomba" revelam supostos confrontos forjados e abusos de policiais em delegacia onde detenta foi estuprada; veja vídeo e prints

“Chegaram diversos vídeos, fotografias e ‘prints’ de conversas atribuídas a suposto grupo de trabalho da PJC de Sorriso, nos quais foi possível ouvir áudios da rotina funcional que, em tese, poderiam revelar condutas contrárias à legislação brasileira”, cita a OAB de Sorriso.

Nas conversas, há mensagens e áudios atribuídos a policiais que mencionam flagrantes forjados, simulação de confrontos com mortes, uso ilegal de aplicativos espiões e abusos de autoridade e sexuais contra pessoas presas. Em parte do bate-papo, os policiais também sugerem agressões físicas contra detidos e tentativas de evitar a constatação das lesões.

A ata da OAB de Sorriso foi assinada no dia 5 de dezembro do ano passado, mas só foi encaminhada à Corregedoria-Geral da Polícia Civil após a prisão do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos. Ele foi preso no dia 1º de fevereiro deste ano, acusado de estuprar uma mulher que estava detida na delegacia do município.

Leia mais - Investigador preso por estupro ameaçou matar filha de 8 anos de detenta para impedir denúncia, diz advogado

Confira a nota da OAB emitida hoje:

“A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e o seu Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) encaminharam ofício solicitando providências ao Corregedor-Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Jesset Arilson Munhoz de Lima, com informações, documentos e arquivos referentes a supostos fatos ocorridos no âmbito da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso”.

Outro lado

O entrou em contato com a Polícia Civil e foi informado de que foi instaurado procedimento investigativo para apurar a autoria do furto do celular, com ciência do Ministério Público. A instituição também afirmou que a Corregedoria-Geral irá apurar a autenticidade dos prints, o contexto das conversas e eventual desvio de conduta de policiais mencionados no material.

Comente esta notícia