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20 de Maio de 2014, 17h:40 - A | A

POLÍCIA / AMAZÔNIA PETRÓLEO

Mendes admite empréstimo da Amazônia Petróleo, mas diz que apoia Operação Ararath

A empresa é uma das investigadas pela PF; Prefeitura emitiu nota para explicar buscas na casa de Mendes

Divulgação

Mendes diz em nota que operação não era necessária contra ele

Mendes diz em nota que operação não era necessária contra ele

DA REDAÇÃO



A prefeitura de Cuiabá encaminhou nota à redação sobre a operação Ararath realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (20). De acordo com a nota, a busca e apreensão aconteceu na prefeitura e na casa do prefeito Mauro Mendes (PSB), por causa de um empréstimo feito por Mauro em 2012, no valor de R$ 3,4 milhões da empresa Amazônia Petróleo.

Segundo a nota, o empréstimo, que ainda não foi pago, está informado por Mendes à Receita Federal em suas declarações de Imposto de Renda Física dos anos de 2012/13 e 2013/14.

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Por ter feito um contrato de fornecimento com a mesma empresa, a prefeitura de Cuiabá também acabou sendo alvo da operação. Sobre isso, a nota esclarece que: a busca e apreensão também buscou informações sobre um contrato para fornecimento de combustíveis à prefeitura de Cuiabá pela empresa Amazônia Petróleo, celebrado em 1 de agosto de 2013.

Segundo a prefeitura, a referida contratação ocorreu pelo critério do menor preço e visou evitar a interrupção do abastecimento da frota de veículos da municipalidade, entre eles ambulâncias, caminhões e máquinas responsáveis pelas obras e limpeza da cidade, entre outros, uma vez que não foi possível concluir licitação convocada anteriormente para este fim." A contratação foi necessária, legal, emergencial e durou apenas quatro meses, resultando em economia aos cofres públicos municipais, já que os preços contratados foram menores que os da licitação anterior, realizada em 2012", diz trecho da nota. 

A nota diz ainda que assim que a nova licitação foi realizada, o contrato emergencial com a Amazônia Petróleo foi cancelado. Mendes também critica a forma usada pela Justiça para colher informações sobre os contratos de Mendes e da Prefeitura com a Amazônia Petróleo. "Todas estas informações poderiam ter sido fornecidas ao Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal, caso tivessem sido solicitadas, o que torna a medida de busca e apreensão totalmente desnecessária", diz trecho.

Por fim, Mendes diz que  apoia as investigações da Operação Ararath, e anuncia que, embora não tenha sido intimado a comparecer à Polícia Federal, encaminhará espontaneamente à Justiça todos os documentos que comprovam as afirmações, por serem a expressão da verdade.

VEJA NOTA ABAIXO:

Acerca do cumprimento de mandado de busca e apreensão ocorrido nesta terça-feira (20.05) no gabinete do prefeito Mauro Mendes e em sua residência, o prefeito de Cuiabá vem a público esclarecer o que segue:

01)  A busca e apreensão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi cumprida para verificar documentos sobre um empréstimo que Mauro Mendes tomou da empresa Amazônia Petróleo em 2012, no valor de R$ 3.450.000,00.

02)  Este empréstimo, ainda não liquidado, está devidamente informado por Mauro Mendes à Receita Federal nas suas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física dos anos de 2012/13 e 2013/14. Portanto uma operação formal e transparente. (Documentos em Anexo)

03)  A busca e apreensão também buscou informações sobre um contrato para fornecimento de combustíveis à prefeitura de Cuiabá pela empresa Amazônia Petróleo, celebrado em 1 de agosto de 2013.

04)  A referida contratação ocorreu pelo critério do menor preço e visou evitar a interrupção do abastecimento da frota de veículos da municipalidade, entre eles ambulâncias, caminhões e máquinas responsáveis pelas obras e limpeza da cidade, entre outros, uma vez que não foi possível concluir licitação convocada anteriormente para este fim.

05)  A contratação foi necessária, legal, emergencial e durou apenas quatro meses, resultando em economia aos cofres públicos municipais, já que os preços contratados foram menores que os da licitação anterior, realizada em 2012:

 

 

Licitação de Dez/2012.

Empresa Marmeleiro

Contrato Agosto/2013.

Empresa Amazônia

Etanol (R$/litro)

1,99

1,77

Gasolina (R$/litro)

2,99

2,77

06)  Assim que nova licitação foi realizada, cuja vencedora foi a empresa Castoldi Posto 10, o referido contrato emergencial com a Amazônia Petróleo foi encerrado, em 28 de Novembro de 2013.

07)  Todas estas informações poderiam ter sido fornecidas ao Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal, caso tivessem sido solicitadas, o que torna a medida de busca e apreensão totalmente desnecessária.

08)  O prefeito Mauro Mendes apoia as investigações da Operação Ararath, e anuncia que, embora não tenha sido intimado a comparecer à Polícia Federal, encaminhará espontaneamente à Justiça todos os documentos que comprovam as afirmações, por serem a expressão da verdade.

Cuiabá-MT, 20 de maio de 2014

Prefeitura Municipal de Cuiabá

Secretaria de Comunicação

Abaixo a declaração de IR de Mendes, com a referida dívida.

Divulgação Prefeitura Cuiabá

nota2

 

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