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Conforme a defesa, desde que Carlinhos ingressou no sistema carcerário, houve piora em seu estado de saúde físico e mental
FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT
A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, assassino da servidora do poder Judiciário Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno.
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Conforme a alegação da defesa, o réu, que é filho do ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra, se encontra “extremamente debilitado” em decorrência de ter diabetes, hipertensão arterial e neuropatia periférica. Carlos Alberto está preso na penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis desde fevereiro.
Os advogados de Carlinhos ressaltam que o empresário necessita da inserção de insulina e outras medicações controladas, além de alimentação balanceada. Relatam ainda que o mesmo apresenta dor em ombro direito e redução da acuidade visual.
Conforme a defesa, desde que Carlinhos ingressou no sistema carcerário, houve piora em seu estado de saúde físico e mental, pois o local não possui estrutura suficiente para atender suas necessidades.
Ao negar o pedido, a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa afirmou que as doenças já acompanham o empresário há mais de 10 anos, conforme exames médicos anexados no processo.
“Além disso, apesar do argumento de que houve piora em seu quadro de saúde após o ingresso na unidade prisional, o que se tem nos autos é que o segregado desde o ano de 2019 e, aparentemente, antes disso, apresenta diabetes descompensada embora, faça o uso de toda medicação prescrita”, pontuou a magistrada.
Ana Graziela destaca que Carlinhos vem recebendo toda assistência médica, porém o mesmo é muito resistente com o tratamento.
“Apesar de argumentar que a unidade prisional não lhe fornece o tratamento adequado, extrai-se que o requerente apresenta resistência ao uso correto de medicamentos e de dieta, o que demonstra estar ele recebendo os medicamentos e dieta adequados, todavia, ele se recusa a seguir corretamente o que lhe é prescrito, não havendo que se falar aqui, portanto, de deficiência estrutural”, disse a juíza.
“É certo que a prisão domiciliar é cabível em situações excepcionalíssimas, consoante entendimento jurisprudencial, desde que comprovada à impossibilidade da assistência médica no estabelecimento prisional em que se encontra o segregado, não obtendo a defesa êxito em tal comprovação”, concluiu Ana Graziela ao indeferir o pedido.
O caso
Carlos está preso desde a noite do dia 18 de janeiro, após matar a ex-convivente Thays Machado, e o namorado dela, Willian Moreno, no bairro Consil, em Cuiabá.
O empresário não aceitava o fim do relacionamento com a advogada e a perseguia de forma insistente há mais de um ano.
Os assassinatos aconteceram em frente ao edifício Solar Monet, onde mora a mãe de Thays. Carlos Alberto chegou em um Renault Kwid, parou e efetuou vários disparos contra as vítimas. Cinco horas após o crime, ele foi capturado na fazenda da família, em Campo Verde.












