facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png twitter-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 19 de Junho de 2024
19 de Junho de 2024

24 de Maio de 2024, 19h:17 - A | A

POLÍCIA / RECURSO NEGADO

Justiça mantém prisão de trio que aplicou golpe de R$ 45 mil em desembargadora do TJ

Para que a prisão do grupo fosse revogada seria preciso que a defesa dos suspeitos apresentasse algo inédito que justificasse a revogação

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTER MT



Em decisão proferida nessa quinta-feira (23), o juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão do trio acusado de aplicar um golpe de R$ 45 mil na desembargadora Maria Helena Póvoas, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Com a revogação da prisão, os criminosos seguem detidos sob acusação de integrarem uma associação criminosa voltada à aplicação de golpes.

Com o pedido de revogação da prisão preventiva, o Ministério Público Estadual (MPE) opinou desfavorável à soltura de Jônathan Kenid Marques Aprigio, Kálita Karine Souza Pereira e Lucas Wincler da Trindade Lima. Conforme esclarecido pelo órgão, a defesa dos investigados não apresentou alterações no quadro de acontecimentos relacionados a detenção dos envolvidos.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Leia mais - Quadrilha se passou pelo filho de desembargadora para aplicar golpe de R$ 45 mil

Partindo desse ponto, o juiz João Bosco seguiu o entendimento do MPE e explicou que para que ocorresse o benefício seria necessário que a equipe de defesa dos suspeitos apresentasse algo inédito que justificasse a revogação da prisão.

“Pois bem, constato que não foi trazido pela Defesa, nada que modificasse o entendimento proferido na decisão da audiência de custódia, persistindo os motivos que levaram o juízo a decretação da custódia cautelar. Por tais razões, somente pode ser revogada a prisão, caso sobrevenham novos fatos que autorizem a liberdade ou que não haja mais motivos para a manutenção cautelar”, diz trecho da decisão.

O golpe

O trio resolveu aplicar o golpe na vítima quando souberam que o filho da desembargadora pretendia comprar um carro novo. Com a informação privilegiada, Jônathan, Kálita e Lucas conseguiram clonar o WhatsApp de Diego Póvoas e passaram a acompanhar todos os passos do rapaz.

No dia em que Diego comunicou à mãe que iria comprar um carro, o grupo se aproveitou da oportunidade e entrou em contato com a vítima usando uma foto do filho dela, pedindo quantias de dinheiro para fazer o pagamento do veículo. Com isso, a desembargadora foi induzida a transferir a quantia de R$ 45 mil aos criminosos.

Comente esta notícia

Anderson Marques de Amorim 25/05/2024

Isso que é complicado, para uma advogada essa semana, que tbm cometeu estelionato, ela ganhou liberdade com um monte de processo, e esse que comentaram contra a desembargadora não sai, vai entender.

positivo
0
negativo
0

1 comentários

1 de 1