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15 de Abril de 2026, 17h:04 - A | A

POLÍCIA / CASO THAYS MACHADO

Júri de Carlinhos Bezerra por matar casal a tiros em Cuiabá deve ocorrer entre abril e maio, diz desembargadora

Magistrada afirma que processo se aproxima do desfecho e cita julgamento como “ponto de honra”

Repórter MT

Julgamento se aproxima após possibilidade de esgotamento de recursos no TJMT

Julgamento se aproxima após possibilidade de esgotamento de recursos no TJMT

LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



A desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Maria Erotides Kneip, afirmou que, mesmo após sucessivas tentativas da defesa de evitar o Tribunal do Júri, é provável que Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a advogada Thays Machado, de 44 anos, e o namorado dela em janeiro de 2023, seja julgado entre abril ou maio deste ano. Segundo ela, o processo já tramitou em todas as instâncias possíveis e, diante das negativas, Carlinhos, como é conhecido, deverá enfrentar o júri.

A declaração foi dada durante café da manhã com a imprensa, realizado na manhã de hoje (15), com foco no diálogo e na proteção às mulheres. Durante a conversa com jornalistas, o caso foi citado como exemplo. Na ocasião, a desembargadora afirmou acreditar que a sentença pode estar próxima.

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“Isso também é ponto de honra para o Judiciário. Ter o julgamento desse cidadão, o mais rápido possível”, declarou. Conforme a magistrada, a defesa não dispõe mais de recursos para recorrer da decisão.

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Thays era servidora do TJMT e, após sua morte, o Tribunal renomeou o Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica com o nome dela.

Filho do ex-deputado federal de Mato Grosso, Carlos Bezerra, o réu confessou a execução a tiros de Thays e do companheiro dela, William César Moreno, de 30 anos. O crime ocorreu em frente a um prédio de luxo, no bairro Alvorada, em Cuiabá, no dia 18 de janeiro de 2023. O caso teve grande repercussão e levou à prisão de Carlinhos um dia após o crime.

De acordo com as investigações, o réu não aceitava o fim do relacionamento e já vinha perseguindo a vítima dias antes do assassinato.

Desde então, a defesa do empresário tenta adiar ou reverter a decisão que o levou a júri popular. Um dos pedidos mais recentes solicitava a realização do julgamento fora de Cuiabá, sob o argumento de que a repercussão do caso poderia influenciar os jurados. A questão ainda segue em discussão.

Outro lado

Procurada, a defesa de Carlinhos, por meio do advogado Francisco Faiad, negou que haja data definida para o julgamento e afirmou que ainda existem possibilidades de novos recursos.

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