LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Maria Erotides Kneip, afirmou que, mesmo após sucessivas tentativas da defesa de evitar o Tribunal do Júri, é provável que Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a advogada Thays Machado, de 44 anos, e o namorado dela em janeiro de 2023, seja julgado entre abril ou maio deste ano. Segundo ela, o processo já tramitou em todas as instâncias possíveis e, diante das negativas, Carlinhos, como é conhecido, deverá enfrentar o júri.
A declaração foi dada durante café da manhã com a imprensa, realizado na manhã de hoje (15), com foco no diálogo e na proteção às mulheres. Durante a conversa com jornalistas, o caso foi citado como exemplo. Na ocasião, a desembargadora afirmou acreditar que a sentença pode estar próxima.
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“Isso também é ponto de honra para o Judiciário. Ter o julgamento desse cidadão, o mais rápido possível”, declarou. Conforme a magistrada, a defesa não dispõe mais de recursos para recorrer da decisão.
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Thays era servidora do TJMT e, após sua morte, o Tribunal renomeou o Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica com o nome dela.
Filho do ex-deputado federal de Mato Grosso, Carlos Bezerra, o réu confessou a execução a tiros de Thays e do companheiro dela, William César Moreno, de 30 anos. O crime ocorreu em frente a um prédio de luxo, no bairro Alvorada, em Cuiabá, no dia 18 de janeiro de 2023. O caso teve grande repercussão e levou à prisão de Carlinhos um dia após o crime.
De acordo com as investigações, o réu não aceitava o fim do relacionamento e já vinha perseguindo a vítima dias antes do assassinato.
Desde então, a defesa do empresário tenta adiar ou reverter a decisão que o levou a júri popular. Um dos pedidos mais recentes solicitava a realização do julgamento fora de Cuiabá, sob o argumento de que a repercussão do caso poderia influenciar os jurados. A questão ainda segue em discussão.
Outro lado
Procurada, a defesa de Carlinhos, por meio do advogado Francisco Faiad, negou que haja data definida para o julgamento e afirmou que ainda existem possibilidades de novos recursos.













