MAYARA MICHELS
A juíza Tatiane Colombo, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, revogou a liberdade que havia concedido ao policial militar Fernando Bezerra Júnior, de 29 anos, que confessou ter matado a esposa Maria das Graças e primo Gregório Gomes, no mês de Março.
Em seu novo despacho, a magistrada alegou que o crime praticado abalou severamente a ordem pública pela forma desumana e demonstra que o agente é uma pessoa agressiva e violenta. A juíza determinou que o oficial de Justiça que encontra-se com alvará de soltura seja comunicado da decisão para que a mesma não seja cumprida e, com isso, o acusado continue detido na cadeia pública de Santo Antônio de Leverger.
A magistrada afirma ainda que apesar do acusado ter se apresentado espontaneamente à polícia, não afasta a necessidade da decretação da prisão preventiva.
A defesa do policial alegou que o processo já foi finalizado e as testemunhas ouvidas e, portanto, não haveria necessidade de manter prisão preventiva. Devido isto, irá ingressar com recurso contra a revogação da soltura.
ENTENDA O CASO
O soldado da Polícia Militar, Fernando Augusto Gomes Bezerra Júnior, de 29 anos, matou a esposa e seu primo, dentro de casa, na Rua Comandante Costa, às 7h30 do dia 28 de Março deste ano. Após cometer o duplo homicídio, ele fugiu com a filha de 3 anos no colo e com a arma utilizada. Maria morreu na sala e Gregório morreu na frente da casa, quando tentou pedir ajuda.
O primo morava com os pais em uma casa nos fundos do policial. Segundo a família, assim que o soldado chegou em casa, após um plantão, encontrou a esposa com o primo. Após uma discussão entre o casal, ele sacou a arma e atirou na mulher e no primo que tentou fugir ao ouvir os tiros.
Em depoimento, Fernando disse que o primo morava no mesmo terreno desde que se casou, há 10 anos, e nunca desconfiou de nada.












medroso 20/12/2012
vai ver por que a mentira ne numca ouve traiçao
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