VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O juiz Wladymir Perri, da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, determinou a soltura do servidor da Câmara Municipal de Várzea Grande, Marquésio Marques de Assis, de 51 anos, preso na madrugada de domingo (4) por agredir a ex-namorada, de 26 anos. Ele passou por audiência de custódia no fim da tarde do mesmo dia, ocasião em que o magistrado entendeu que a liberdade não representa risco.
A mulher também havia sido presa por agredir o ex-companheiro, mas foi solta após audiência de custódia.
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“As circunstâncias em que o crime se deu, conquanto extremamente reprováveis, não resultaram gravidade maior do que a já esperada para o tipo penal, não havendo elementos nos autos a demonstrar a periculosidade social exacerbada dos autuados”, diz trecho da decisão.
Perri considerou ainda que ambos são réus primários, não possuem antecedentes criminais nem condenações anteriores.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) se manifestou favorável à concessão da liberdade.
Agora, os dois deverão comparecer bimestralmente em juízo para informar o endereço atualizado e as atividades laborais, além de comparecer a todos os atos processuais, sob pena de nova prisão em caso de descumprimento das determinações.
O caso
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para conter uma briga de casal em uma residência em Várzea Grande. No local, a mulher relatou aos militares que estava com Marquésio ingerindo bebida alcoólica quando iniciaram uma discussão motivada por ciúmes. Ela afirmou que tentou deixar a casa, mas foi impedida pelo ex, que teria desferido socos em seu abdômen.
Marquésio ainda teria contado com a ajuda de um sobrinho de 16 anos, que teria segurado a mulher para que ele pudesse enforcá-la.
O ex-namorado da vítima, no entanto, apresentou uma versão diferente aos policiais. Ele disse que, após ingerirem bebida alcoólica, ambos chegaram à casa dele e foram para o quarto se deitar. Em seguida, a mulher teria decidido ir embora e, devido ao horário, ele tentou convencê-la a ficar. Ainda segundo o relato, ela teria se irritado e passado a agredi-lo com socos no abdômen e no rosto, além de mordê-lo no braço direito.
Na sequência, a mulher teria pegado uma garrafa de vinho e arremessado contra a televisão e, depois, ido até o quintal, onde teria usado uma cadeira para tentar atingir o retrovisor do carro de Marquésio.
Diante da situação, ele teria pedido ajuda ao sobrinho, que auxiliou na contenção da mulher.
Com as versões divergentes, ambos foram presos em flagrante e autuados pelo crime de lesão corporal dolosa por violência doméstica recíproca.
Marquésio era servidor da Câmara Municipal de Várzea Grande, mas foi afastado após a prisão. Em nota, o Legislativo classificou o caso como “extremamente grave” e suspendeu a remuneração do servidor enquanto uma investigação interna apura os fatos para definir as sanções cabíveis.
















