facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 15 de Junho de 2026
15 de Junho de 2026

15 de Junho de 2026, 13h:37 - A | A

POLÍCIA / ESQUCERAM A CORDA

Juiz classifica conduta de funcionários como "negligência grosseira" em morte de jovem durante salto de rope jump em Limeira

Funcionários da empresa Entre Cordas são acusados de homicídio após morte de jovem em salto de rope jump.

DO REPÓRTERMT



A Justiça de São Paulo qualificou como "negligência grosseira" a atuação de três funcionários da empresa Entre Cordas, que estão detidos sob a acusação de homicídio em decorrência da morte de Maria Eduarda de Rodrigues de Freiras, uma jovem de 21 anos. O trágico incidente ocorreu no último sábado, 13 de junho de 2026, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, localizada em Limeira, interior do estado.

Durante a audiência de custódia, o juiz responsável pelo caso enfatizou que os funcionários assumiram um risco significativo ao permitir que a jovem realizasse o salto sem a verificação adequada dos equipamentos de segurança necessários. A jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros, e os funcionários só perceberam a ausência dos dispositivos de segurança após a queda fatal.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

A morte de Maria Eduarda foi causada por politraumatismo, resultado do impacto da queda. O juiz destacou que a falta de cuidados por parte dos funcionários da empresa representa uma grave falha na responsabilidade que eles tinham em garantir a segurança dos participantes da atividade.

Além dos aspectos relacionados à segurança, a polícia também identificou que a jovem não estava mais na posse da câmera utilizada durante a atividade, o que, segundo o magistrado, pode sugerir uma tentativa de ocultação de evidências. Essa circunstância, aliada ao fato de que os suspeitos tentaram deixar o local após o acidente, levanta preocupações sobre a possibilidade de obstrução das investigações.

O juiz também observou que a prática habitual da atividade pelos funcionários poderia resultar em novos incidentes semelhantes, caso eles fossem liberados. Essa consideração foi fundamental para a decisão de converter a prisão dos acusados em preventiva, a medida visa proteger a sociedade e garantir a integridade das investigações.

O caso gerou repercussão na mídia e nas redes sociais, com muitos expressando sua indignação e a negligência sobre a falta de segurança em atividades de aventura.

Maria Eduarda era uma jovem cheia de vida e sonhos, e sua morte prematura deixou amigos e familiares devastados. O velório da jovem ocorreu no domingo, 14 de junho de 2026, na Grande São Paulo, onde amigos e familiares prestaram suas últimas homenagens.

Comente esta notícia