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13 de Novembro de 2013, 18h:13 - A | A

POLÍCIA / CASO ÉDINA ARAÚJO

Jornalista presa por extorsão diz que foi agredida por policiais

Èdina negou todas as acusações e disse que assim que saiu da empresa, onde recebeu os cheques o ‘circo estava armado’.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



A jornalista Édina Araújo, dona do site VGNotícias, disse por meio de um texto divulgado no seu portal nesta quarta-feira (13), que foi agredida fisicamente por policiais civis na Central de Flagrantes de Várzea Grande. Ela foi presa em flagrante na tarde da última segunda-feira (11), acusada de tentar extorquir o empresário José Henrique Carneiro Carvalho, dono da construtora Carneiro Carvalho Ltda.

“Na delegacia de polícia, me deparei com o despreparo e a truculência de alguns profissionais, que não satisfeitos em colaborar com a arbitrariedade, realizaram agressões físicas contra mim e meu advogado, Rodrigo Araújo”, explicou.

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Para explicar o recebimento dos cheques, que justificaram sua prisão. Édina afirmou que o dinheiro era referente a um pagamento dos proprietários das empresas Gráfica e Editora Deliz e Penta Serviços e Locações. O empresário, Antônio Roni Deliz, dono das empresas, teria marcado um horário para efetuar o débito pendente.

“Ele agendou uma reunião na Gráfica de Liz, localizada no bairro Cristo Rei, entre as 13h e 14h, para o pagamento de valores devidos ao VGNotícias, uma vez que é anunciante do site, por meio de uma veiculação de banner no portal”, afirmou.

De acordo com a jornalista, assim que ela saiu da empresa o ‘circo estava armado’. Já que foi detida pelos policiais civis. Além de parte da imprensa também já estar esperando pelo ‘noticiário bomba’.

“Me prenderam como se eu tivesse recebido os cheques de um empresário que nunca mantive qualquer relação comercial, pelo contrário, denunciei-o por meio de matéria jornalística, pautada em documentos oficiais, bem como, para garantir a lisura e idoneidade da matéria encaminhei as cópias ao Ministério Público Estadual de Contas (MPC). Portanto, jamais recebi qualquer quantia do empresário que alega ser vítima de extorsão, sendo que os cheques que foram repassados pelo empresário Roni Deliz são de negócios lícitos, que podem facilmente ser comprovados tanto pela Polícia Judiciária Civil quanto pelo Poder Judiciário”, disse.

Sobre a detenção em uma unidade prisional, a jornalista ainda se diz inconformada com o modo de tratamento que recebeu. Segundo ela, mesmo com curso superior, teve que ficar em uma cela com mais sete detentas.

“Ao final do processo certamente a Justiça prevalecerá e ficará provado que toda essa situação fora arquitetada por pessoas que acreditam na impunidade e tem esta jornalista e seu veículo de comunicação como verdadeiros inimigos, em decorrência da linha editorial, que jamais se calará diante da corrupção que assola nosso município”, finalizou.

A PRISÃO

Conforme a assessoria da Polícia Civil, após a Construtora Carneiro Carvalho ter vencido uma licitação na prefeitura para reformar unidades escolares da cidade, a jornalista teria pedido R$ 19,5 mil, com intuito de não publicar uma matéria negativa sobre a empresa.

O empresário denunciou o fato à Polícia Civil, que prendeu a jornalista, após ela ter saído da sede da empresa com três cheques no valor de R$ 6,5 mil, assinados pela suposta vítima.

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