MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO
Rogério Pinheiro de Paula, 33 anos, foi executado a tiros na cabeça no final da noite de sábado (18) na frente da mãe, bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá, após ser perseguido por usuários de drogas e traficantes, que invadiram a residência e assassinaram a vítima, que ainda seria portador de problemas mentais.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro à vítima, mas quando os socorristas chegaram apenas constataram a morte de Rogério.
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A Polícia Militar (PM) isolou o local do crime e comunicou o fato à Delegacia de Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.
Segundo familiares, Rogério já estava tendo problemas com ‘esses mesmos indivíduos’ há algum tempo pelo fato de os acusados insistirem em usar drogas na frente da casa da vítima.
Na noite de sábado (18), Rogério teria tido outra discussão com os usuários de drogas.
Segundo a esposa de Rogério, esse grupo teria acionado membros de uma facção criminosa, que chegou à casa da vítima numa caminhonete e começou a agredi-lo. Para se defender, a vítima se armou com um facão e atingiu um deles.
Em seguida, Rogério correu para casa da mãe, porém, foi perseguido, os criminosos arrombaram o portão, alguns deles seguraram Rogério, enquanto outro atirava. Após o homicídio, o bando deixou o corpo jogado nos fundos da casa e fugiu.
Os militares saíram em patrulhamento pela região buscando pelos acusados, mas não conseguiram encontrar nenhum deles.
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Os peritos analisaram as condições em que o corpo foi encontrado, sendo de barriga para cima e com marcas de tiros. Próximo do corpo foram apreendidos uma faca de serra pequena e um boné preto, pertence a um dos acusados. Durante a perícia pela casa, foi constatado que o portão foi arrombado, jogado no chão, além de o imóvel estar todo revirado.
Após os trabalhos, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai determinar a causa clínica da morte antes de o corpo ser liberado para os procedimentos fúnebres.
Os investigadores da DHPP acompanharam os trabalhos da perícia, coletam informações preliminares, ouviu testemunhas e deram início à apuração dos fatos para identificação dos assassinos. Caso segue em andamento.