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18 de Dezembro de 2014, 15h:17 - A | A

POLÍCIA / EDIÇÃO EXTRA

Gráfica Print recebeu R$ 33 milhões do governo Silval desde 2011

Delegado negou que os antigos secretários de Comunicação, Osmar Carvalho e César Zílio, de Administração sejam investigados no suposto esquema de contratação de gráficas que teria desviado mais de R$ 40 milhões.

DA REDAÇÃO



No Sistema Integrado de Planejamento e Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) os dados de contratos do Estado mostram que somente entre os anos de 2011 a 2014, a Gráfica Print faturou em torno de R$ 33 milhões, nos anos investigados pela operação da Delegacia Fazendária (2011 e 2012), o valor chega a R$ 9.438 milhões em licitações com a SAD e Secom.

O delegado Carlos Cunha, da Delegacia Fazendária (Defaz),que conduz as investigações da Operação ‘Edição Extra’, afirmou que os secretários- adjuntos da Secom, Elpídio Spiezzi e José de Jesus Nunes Cordeiro, da SAD, seriam os responsáveis diretos por articular e contratar o pregão licitatório de 2011, que deu início à investigação. A suposta fraude teria desviado cerca de R$ 40 milhões dos cofres públicos.

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“Elpídio na época era responsável por fiscalizar a execução do contrato e José Nunes pelo trâmite do processo licitatório”, declarou o delegado.

Cunha também destaca que outros contratos, gerados nos anos decorrentes, também possam ter sido superfaturados , já que Elpídio e Nunes, continuavam nas Secretarias e os processos seriam semelhantes ao originário da investigação e envolveriam as empresas investigadas.

"Elpídio na época era responsável por fiscalizar a execução do contrato e José Nunes pelo trâmite do processo licitatório”

Quanto às prisões dos secretários-adjuntos, o delegado informou que são de caráter temporário, ou seja cinco dias, mas podem ser transformadas em prisões preventivas.

As licitações são referentes à produção de outdoors, livros e materiais isentos de tributação.

O delegado relatou que a denúncia da fraude foi feita ao Minsitério Público Estadual por um empresário do ramo gráfico que se recusou a participar do esquema. Segundo o delegado, as empresas que participaram da licitação entraram em acordo para que uma delas fosse beneficiada como vencedora do processo superfaturado, as demais seriam recompensadas por terem sido escolhidas como vencedoras.

Cunha afirmou que os empresários Fábio e Dalmi Defanti, proprietários das gráficas Print e o empresário Alexandre Francisco Teixeira Nogueira estão foragidos.

Os documentos apreendidos pela Polícia Civil mostram que as investigações também procuram irregularidades no ano de 2012. A Gráfica Defanti, também alvo da operação 'Edição Extra', não aparece pagamentos com esse nome de fantasia.

 

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COSTA 19/12/2014

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