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Cuiabá, 11 de Junho de 2026
11 de Junho de 2026

11 de Junho de 2026, 09h:12 - A | A

POLÍCIA / ASSASSINATO EM CUIABÁ

“Ele partiu pra cima de mim com a faca”, alega policial penal que matou enteado com tiro na cabeça; vídeo

Em depoimento, policial penal afirma que jovem o ameaçou, avançou armado com uma faca e que o disparo fatal ocorreu durante uma luta corporal; versão é investigada pela DHPP.

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



O policial penal Jeremias Émerson, preso após matar o enteado Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, com um tiro no rosto na manhã dessa quarta-feira (10), em Cuiabá, afirmou em depoimento que agiu em legítima defesa e alegou que o jovem avançou contra ele armado com uma faca.

Segundo o policial penal, ele foi até a residência para buscar a companheira para o trabalho quando encontrou o enteado exaltado. Jeremias afirmou ter sido informado por vizinhos de que Atlas havia quebrado uma motocicleta durante a madrugada, estaria ameaçando familiares e afiando uma faca.

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Ainda conforme o depoimento, ao chegar ao local, ele viu o enteado próximo ao irmão mais novo, que aguardava uma van escolar. “Eu parei a moto e falei: ‘Iury, você vai pegar a van? O que aconteceu aí com sua mãe?’. Ele falou: ‘Não, vou pegar a van não, vou pegar é você’ e partiu pra cima de mim com a faca”, declarou Jeremias ao detalhar a dinâmica do confronto.

Jeremias disse que, após a ameaça, Atlas correu em sua direção com a faca. O policial afirmou ter efetuado um primeiro disparo com a intenção de impedir a aproximação, mas o tiro não atingiu o jovem.

Na sequência, segundo ele, os dois entraram em luta corporal. O policial alegou ainda que o disparo fatal ocorreu durante a disputa física. De acordo com sua versão, o tiro teria sido direcionado inicialmente à região da barriga, mas atingiu o rosto de Atlas em razão da movimentação dos dois.

“Ele me agarrou, me jogou ao solo e no que ele me jogou ao solo eu grudei no pescoço dele. E aí nós entramos em luta corporal e ele segurou no no cano da arma. Quando ele segurou no cano da arma nós ficamos em luta corporal e eu efetuei o próximo disparo na região da barriga dele, como teve o movimento pegou na face dele, na região da do crânio dele”, contou.

Após o tiro, Atlas morreu ainda no local. Jeremias afirmou que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar.

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A versão apresentada pelo policial penal, entretanto, é analisada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado Nilson Farias afirmou que os elementos observados inicialmente na cena do crime não indicavam, em um primeiro momento, sinais evidentes de luta corporal.

Além disso, a faca que teria sido utilizada pela vítima foi encontrada distante do corpo, circunstância que também integra a investigação.

Jeremias foi preso em flagrante e teve a versão registrada em depoimento. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e aguarda os resultados das perícias para esclarecer a dinâmica do caso.

Veja vídeo:

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