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30 de Julho de 2026, 16h:41 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO REPLAY

Delegado: Advogada presa em MT usava profissão para ocultar imóveis de luxo de facção

Dayane Karol Moreira da Silva foi presa hoje (30) por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio liderado por W.T.

Reprodução

Dayane Karol Moreira da Silva foi presa na Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil contra uma facção criminosa

Dayane Karol Moreira da Silva foi presa na Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil contra uma facção criminosa

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A advogada Dayane Karol Moreira da Silva, presa na manhã de hoje (30) durante a Operação Replay, atuava na ocultação de patrimônio milionário ligado à facção comandada financeiramente pelo tesoureiro Paulo Witter Farias Paelo, conhecido como W.T. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava sua atuação profissional para formalizar negócios imobiliários em nome de terceiros e dar aparência de legalidade aos bens adquiridos com dinheiro do crime organizado.

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra e foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para desarticular o núcleo financeiro da facção.

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"A advogada presa na cidade de Cuiabá atuou como procuradora de imóveis em nome de pessoas interpostas na cidade de Itapema. Ela exerceu atividade para a ocultação e simulação do patrimônio, patrimônio esse pertencente a esse faccionado, a esse tesoureiro da organização criminosa", disse o delegado Victor Hugo Caetano, do GCCO.

Ao todo, foram cumpridas 55 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande, Rio de Janeiro e nas cidades catarinenses de Itapema, Balneário Camboriú e Camboriú. A operação resultou na apreensão de nove imóveis, seis veículos, além do cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

O foco da investigação, segundo Victor Hugo Caetano, é atingir justamente a estrutura financeira da organização criminosa, liderada por W.T., que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), continuava dando ordens para aquisição de imóveis, veículos e ocultação de patrimônio.

Além da advogada, também foram presos Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", Alex Júnior Santos de Alencar, o "Alex Soldado", e Brunno Passos da Silva, assessor parlamentar do vereador licenciado Jefferson Siqueira (PSD). Brunno já foi exonerado pela Câmara de Cuiabá.

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Segundo o delegado, Alex Soldado era um dos principais homens de confiança de W.T. fora da prisão e atuava na lavagem de dinheiro e em ações em favor da facção criminosa. Ainda de acordo com Victor Hugo, ele já foi preso outras vezes.

Já Emerson Ferreira Lima, o Gordão, foi apontado como o principal operador do tesoureiro da facção.

As investigações apontam que Paulo Witter Farias Paelo utilizava aparelhos celulares dentro da unidade prisional para ordenar a compra de bens, a ocultação patrimonial, as movimentações financeiras e até determinar a prática de crimes em benefício da organização.

As apurações mostram ainda que integrantes do grupo utilizavam contas bancárias de terceiros, pessoas sem capacidade financeira compatível e operadores financeiros para esconder a origem do dinheiro obtido, principalmente, com o tráfico de drogas.

A Polícia Civil estima que aproximadamente R$ 20 milhões em patrimônio tenham sido sequestrados durante a operação.

Entre os bens bloqueados estão três imóveis de alto padrão em Santa Catarina, incluindo um apartamento de frente para a praia, em Balneário Camboriú, e uma residência em condomínio de luxo, avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

Segundo o delegado, o objetivo é retirar o poder financeiro da facção.

"A nossa principal função aqui na GCCO e na Draco é combater a lavagem de dinheiro da facção criminosa. Atuamos justamente no alto escalão, onde o dinheiro do tráfico é transformado em patrimônio de luxo. Todos esses carros, imóveis e demais bens agora serão perdidos em favor do Estado e devolvidos à sociedade", disse.

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