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31 de Julho de 2026, 10h:33 - A | A

POLÍCIA / DUPLO ASSASSINATO EM CUIABÁ

Defesa tenta adiar julgamento de Carlinhos Bezerra pela segunda vez, mas juíza nega pedidos e mantém júri

Juíza Mônica Perri rejeitou todos os pedidos da defesa, incluindo a alegação de problemas de saúde do réu, e deu continuidade ao Tribunal do Júri.

Fotos: Rodrigo Moura/Montagem: RepórterMT

Os pedidos apresentados pela defesa de Carlinhos Bezerra foram negados pela juíza Mônica Perri.

Os pedidos apresentados pela defesa de Carlinhos Bezerra foram negados pela juíza Mônica Perri.

KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, tentou adiar, pela segunda vez, o julgamento do réu pelo assassinato da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, William Moreno, na manhã de hoje (31), no Fórum de Cuiabá. Os pedidos, no entanto, foram negados pela juíza Mônica Perri, que manteve a realização do Tribunal do Júri.

Um dos requerimentos da defesa alegava surpresa com a juntada de documentos referentes ao júri anteriormente adiado. Ao rejeitar o pedido, a magistrada afirmou que não houve qualquer fato novo capaz de justificar a suspensão do julgamento, já que a própria defesa participou dos atos processuais. Ela ressaltou ainda que o Judiciário não tem interesse em prejudicar qualquer uma das partes e lembrou que o primeiro julgamento, realizado no dia 21 de julho, chegou a ser adiado justamente para garantir o amplo acesso da defesa ao processo.

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Outro argumento apresentado pelos advogados de Carlinhos foi o estado de saúde dele. A defesa alegou que o réu estaria com sarna e sem condições de participar da sessão. Contudo, a juíza destacou que o laudo médico da unidade prisional atestou que ele está em bom estado geral e apto para acompanhar o julgamento. Segundo ela, a doença pode ser tratada normalmente dentro do presídio e não impede a realização do júri.

A defesa também questionou a permanência das testemunhas com aparelhos celulares antes dos depoimentos. Em resposta, Mônica Perri explicou que todas permanecem acompanhadas por um oficial de Justiça durante todo o período, justamente para evitar qualquer comunicação entre elas, procedimento que classificou como praxe no Tribunal do Júri.

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Após negar todos os requerimentos, a magistrada deu prosseguimento à sessão. Questionado, Carlinhos Bezerra afirmou que deseja continuar sendo representado pela atual equipe de defesa.

Relembre o crime
O assassinato de Thays Machado e Willian Moreno ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá. O casal foi morto a tiros por Carlinhos Bezerra, filho do ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB).

Carlinhos manteve um relacionamento com Thays por dois anos e não aceitava o fim da relação. Ele foi preso no mesmo dia do crime, em uma fazenda da família, no município de Campo Verde (a 136 km de Cuiabá)

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As investigações apontaram que, antes do duplo homicídio, Carlinhos monitorava a ex-namorada e mantinha informações detalhadas sobre seus deslocamentos. Ao todo, foram encontrados 71 registros de localização de lugares frequentados pela vítima. Ele fazia o download desses dados no celular e, posteriormente, os imprimia.

Além disso, os programas de monitoramento teriam sido instalados ainda durante o relacionamento. Thays Machado já havia registrado boletim de ocorrência contra Carlinhos.

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