Fotos: Rodrigo Moura/Montagem: RepórterMT

Os pedidos apresentados pela defesa de Carlinhos Bezerra foram negados pela juíza Mônica Perri.
KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, tentou adiar, pela segunda vez, o julgamento do réu pelo assassinato da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, William Moreno, na manhã de hoje (31), no Fórum de Cuiabá. Os pedidos, no entanto, foram negados pela juíza Mônica Perri, que manteve a realização do Tribunal do Júri.
Um dos requerimentos da defesa alegava surpresa com a juntada de documentos referentes ao júri anteriormente adiado. Ao rejeitar o pedido, a magistrada afirmou que não houve qualquer fato novo capaz de justificar a suspensão do julgamento, já que a própria defesa participou dos atos processuais. Ela ressaltou ainda que o Judiciário não tem interesse em prejudicar qualquer uma das partes e lembrou que o primeiro julgamento, realizado no dia 21 de julho, chegou a ser adiado justamente para garantir o amplo acesso da defesa ao processo.
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Outro argumento apresentado pelos advogados de Carlinhos foi o estado de saúde dele. A defesa alegou que o réu estaria com sarna e sem condições de participar da sessão. Contudo, a juíza destacou que o laudo médico da unidade prisional atestou que ele está em bom estado geral e apto para acompanhar o julgamento. Segundo ela, a doença pode ser tratada normalmente dentro do presídio e não impede a realização do júri.
A defesa também questionou a permanência das testemunhas com aparelhos celulares antes dos depoimentos. Em resposta, Mônica Perri explicou que todas permanecem acompanhadas por um oficial de Justiça durante todo o período, justamente para evitar qualquer comunicação entre elas, procedimento que classificou como praxe no Tribunal do Júri.
Após negar todos os requerimentos, a magistrada deu prosseguimento à sessão. Questionado, Carlinhos Bezerra afirmou que deseja continuar sendo representado pela atual equipe de defesa.
Relembre o crime
O assassinato de Thays Machado e Willian Moreno ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá. O casal foi morto a tiros por Carlinhos Bezerra, filho do ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB).
Carlinhos manteve um relacionamento com Thays por dois anos e não aceitava o fim da relação. Ele foi preso no mesmo dia do crime, em uma fazenda da família, no município de Campo Verde (a 136 km de Cuiabá)
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As investigações apontaram que, antes do duplo homicídio, Carlinhos monitorava a ex-namorada e mantinha informações detalhadas sobre seus deslocamentos. Ao todo, foram encontrados 71 registros de localização de lugares frequentados pela vítima. Ele fazia o download desses dados no celular e, posteriormente, os imprimia.
Além disso, os programas de monitoramento teriam sido instalados ainda durante o relacionamento. Thays Machado já havia registrado boletim de ocorrência contra Carlinhos.












