JOÃO AGUIAR
DA REDAÇÃO
Adão Joasir Fontoura, acusado de ter executado o empresário Wagner Florêncio Pimentel, delator da Operação Crédito Podre, em 2019, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar, após ser infectado pela covid-19 na cadeia.
A decisão do juiz Flávio Miraglia Fernandes ocorre, segundo o documento, por conta de risco à saúde de outros detentos e agentes. A determinação é de abril, mas se tornou pública nesta segunda-feira (23).
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Desde abril ele cumpre prisão domiciliar em sua residência, no bairro Parque Cuiabá, na Capital. Adão usa tornozeleira eletrônica e só pode sair de casa mediante autorização judicial.
Reprodução

Wagner Florêncio Pimentel
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Segundo a decisão do magistrado, o acusado contraiu covid-19 na cadeia em março deste ano, e possui comorbidades.
“Além de sua saúde que poderá ficar prejudicada no local, mesmo com atendimento médico, Adão Joasir Fontoura coloca em risco os profissionais que garantem a segurança do local”, diz trecho da decisão.
"Isto posto, aliado ao estado atual de risco à saúde de todos em decorrência da pandemia causada pelo coronavírus, converto a prisão preventiva em prisão domiciliar, consistente em recolhimento em sua residência, só podendo se ausentar com autorização judicial bem como aplico medida cautelar de monitoramento eletrônico", afirma o magistrado na decisão.
Crime
O empresário Wagner Florêncio Pimental, 47 anos, foi executado com cinco tiros no bairro Jardim das Américas, região nobre de Cuiabá, na noite do dia 9 de fevereiro de 2019.
Ele era apontado pelo Ministério Público do Estado como líder de uma organização criminosa de sonegação de ICMS no Estado, investigada pela Operação Crédito Podre, da Polícia Civil.