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26 de Agosto de 2026, 15h:30 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO REPLAY

Advogada presa por lavar dinheiro para facção em MT consegue ir para a domiciliar com tornozeleira

Alvo da Operação Replay, Dayane Karol Moreira usará tornozeleira eletrônica, enquanto a defesa tenta derrubar a cautelar no Tribunal de Justiça.

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Dayane Karol Moreira da Silva foi presa durante a Operação Replay

Dayane Karol Moreira da Silva foi presa durante a Operação Replay

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A Justiça mato-grossense autorizou a conversão da prisão preventiva em domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, para a influenciadora e advogada Dayane Karol Moreira. A decisão partiu da juíza Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, e atinge a investigada que havia sido presa em 30 de julho durante a Operação Replay, conduzida pela Polícia Civil sob suspeita de envolvimento com organização criminosa.

Mesmo com o abrandamento da medida, a defesa da influenciadora, feita pelo advogado Jean Carlos Pereira, recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio de um habeas corpus para tentar alcançar a liberdade plena.

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As investigações apontam que o esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens seria chefiado por Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado pelas autoridades como o tesoureiro da principal facção criminosa atuante no estado.

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Dayane Karol Moreira da Silva; Emerson Ferreira Lima, conhecido como

 Dayane Karol Moreira da Silva; Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão"; Alex Júnior Santos de Alencar, o "Alex Soldado"; e Brunno Passos da Silva

Segundo a investigação, mesmo cumprindo pena na Penitenciária Central do Estado (PCE), WT continuaria ditando ordens e movimentando valores ilícitos, tendo contado com a atuação de Dayane para mascarar o patrimônio da organização, incluindo a compra de imóveis luxuosos em Itapema (SC) por meio de interpostas pessoas.

A investigação também alcançou outros alvos apontados na engrenagem financeira do grupo, como Thawany Nunes Silva de Bulhões (esposa de WT), o ex-assessor parlamentar Brunno Passos da Silva e a influenciadora Katani Adorno Bocardi.

Ao todo, a Operação Replay mobilizou mandados e o bloqueio de mais de R$ 17,2 milhões em bens, além de ativos financeiros milionários ligados à contabilidade da facção.

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