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30 de Novembro de 2018, 12h:00 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO “ORGANIZACIÓN”

Advogada é presa por envolvimento com o Comando Vermelho em Mato Grosso

De acordo com os investigadores, o trabalho da acusada com os criminosos ultrapassava o limite da relação advogado-cliente.

RepórterMT/PJC

Ao todo, 29 pessoas foram presas preventivamente na operação desta sexta.

Ao todo, 29 pessoas foram presas preventivamente na operação desta sexta.

DA REDAÇÃO



Uma advogada de 26 anos, identificada como Railla Weisa Campos Silvaligada à facção criminosa Comando Vermelho, foi presa na manhã desta sexta-feira (30) no município de Cáceres, durante a Operação “Organización”, deflagrada pelas polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e do Grupo Especial de Fronteira.

Na ação, além da advogada, outras 28 pessoas foram presas e seis mandados de busca e apreensão domiciliar contra integrantes do grupo foram cumpridos.

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De acordo com os investigadores, o trabalho da acusada – que atuava no município de Cáceres - ultrapassava o limite da relação advogado-cliente. Por esse motivo, ela vai responder pelos crimes de falsa comunicação de crime, organização criminosa, associação para o tráfico, estelionato e roubo (por realizar, entre outros atos, levantamentos de carros de luxo/caminhonetes, que avistava em ambientes da alta sociedade que frequentava, e repassar as informações para a facção que planejava os roubos).

A advogada vai responder pelos crimes de falsa comunicação de crime, organização criminosa, associação para o tráfico, estelionato e roubo.

Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o cumprimento do mandado de prisão.
Para montar a operação, os policiais investigaram o grupo por seis meses e apontaram que a organização criminosa era formada em sua maioria por reeducando do município.

A delegada Cinthia Gomes da Rocha Cupido, titular da Delegacia de Fronteira, afirma que com “trabalho técnico e intenso foi possível apontar o papel de cada membro dessa facção criminosa que está por trás da prática de crimes como roubo, tráfico de drogas, furtos, receptação, etc. Eles realizavam 'filiação/batismo', inclusive com números de suas respectivas matrículas, para a prática de diversos delitos”.

As ordens, segundo a delegada, partiam de lideranças presas em Cáceres e eram repassadas para o “Conselho Final” da rua, que na hierarquia da organização, detinham maior poder de comando junto às lideranças intermediárias, intituladas como “vozes finais”, que repassavam “ordens/visão” aos “disciplinas”, que executavam do lado de fora os crimes.

Em procedimento de busca realizado na Cadeia do município, foi possível identificar a logística da facção. Embaixo de um beliche – apelidada de “jega” - foi apreendido material farto da contabilidade de entrada e saída de dinheiro da ‘caixinha’ e movimentação capitaneadas pelas “lojinhas/biqueiras” (bocas de fumo), que tinham como regra que os “boqueiros” só podiam fazer a aquisição de drogas de membros da própria facção ou por eles indicados, bem como, tabelavam o preço da droga a ser revendida.

Todos os presos foram autuados pelos crimes de organização criminosa, Lei nº 12.850/2013, cuja pena varia de 03 a 08 anos), associação e tráfico de drogas, com pena prevista de 05 a 15 anos, roubo e estelionato, além de falsa comunicação de crime,
A operação “Organización” mobilizou cerca de 50 Policiais, e foram utilizadas 12 viaturas.

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