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12 de Março de 2025, 16h:28 - A | A

PODERES / MENOS DE 24H DEPOIS

Vereadores de Tangará cedem à pressão popular e revogam auxílio de R$ 5 mil

Com auxílio, parlamentares passariam a receber R$ 22 mil por mês.

Reprodução

Menos de 24 horas depois, vereadores voltam atrás sobre benefício.

Menos de 24 horas depois, vereadores voltam atrás sobre benefício.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



Menos de 24 horas após a aprovação de um auxílio de R$ 5 mil para os vereadores de Tangará da Serra, a assessoria da Câmara Municipal emitiu nota comunicando a revogação da decisão do plenário. O caso ganhou repercussão em razão de os parlamentares ignorarem as manifestações populares no momento da votação do projeto, nessa terça-feira (11).

Em nota assinada pela “maioria dos vereadores”, o Legislativo municipal afirma que o pagamento do auxílio não afetaria serviços essenciais como a saúde, porque seria custeado pela própria Câmara. O texto afirma que a decisão foi tomada em respeito à população que “não compreendeu o projeto de lei”.

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A proposta, de autoria de todos os 14 vereadores que compõem a Câmara, faria com que os parlamentares passassem a receber R$ 22 mil por mês, considerando que o salário atual dos parlamentares é de R$ 10,7 mil e a verba indenizatória é de R$ 6,3 mensais.

“Queremos esclarecer que o projeto referente aos auxílios dos vereadores é custeado exclusivamente pelo orçamento do Poder Legislativo, sem impactar em nada o orçamento da Prefeitura e sem afetar áreas essenciais como saúde, educação, obras e outros serviços públicos. Caso houvesse qualquer impacto negativo, seríamos todos contrários a esse projeto, que sequer existiria nessas circunstâncias”, diz o posicionamento, que ainda cita narrativas políticas que teriam sido criadas e que “distorceram as informações e inflamaram parte da sociedade”.

O texto volta a adotar um tom de crítica à população quando, em um determinado trecho agradece àqueles que teriam sido capazes de entender o projeto e a verdadeira intenção dos parlamentares.

“No entanto, diante da falta de compreensão por parte de uma parcela da população, esta Casa de Leis reconsidera o projeto e irá propor sua revogação, atendendo à vontade popular”, prossegue a nota.

O texto conclui afirmando que as sobras do Legislativo serão devolvidas para a Prefeitura e pedem que esse dinheiro seja aplicado em instituições sociais da região.

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