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19 de Setembro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / A GRANDE QUADRILHA

Silval pediu para deputados atrapalharem a gestão de Pedro Taques

O ex-governador Silval Barbosa disse que a sugestão foi feita ao deputado Romoaldo Júnior (PMDB), durante visita, enquanto ainda estava preso no Centro de Custódia da Capital.

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O ex-governador Silval Barbosa reclamou ter ajudado 14 deputados a se eleger e não teve nenhuma retribuição.

O ex-governador Silval Barbosa reclamou ter ajudado 14 deputados a se eleger e não teve nenhuma retribuição.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Em sua delação ao Ministério Público Federal (MPF), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) revelou ter pedido para que deputados estaduais se unissem e trancassem a pauta de votações da Assembleia Legislativa, contra o atual Governo, para que pudesse negociar e evitar novas prisões, nos âmbitos das Operações Sodoma e Seven.

Silval disse que a sugestão foi feita ao deputado Romoaldo Júnior (PMDB), durante visita, enquanto ainda estava preso no Centro de Custódia da Capital. Romoaldo foi líder do Governo na Assembleia, durante a gestão de Silval.

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Ele reclamou ao parlamentar ter ajudado a eleger ao menos 14 deputados que hoje estão na base aliada ao governador Pedro Taques (PSDB) e que nenhum se dispôs a ajudá-lo, ao contrário, “a ALMT também o prejudicou”, com a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), que reforçavam ainda mais as irregularidades praticadas durante sua gestão.

Que o declarante argumentou a Romoaldo Júnior que ajudou a eleger 14 deputados da base e que desses não se reuniram ao menos 8 para 'travar a pauta da ALMT', e não negociado nada com o Governo. Que o declarante entendia que, como o Governo do Estado era 'quem estava prendendo o declarante’, se juntassem de 6 a 8 deputados estaduais seria possível trancar a pauta e teria condições de até segurar outras prisões como ocorreram”, relatou o ex-governador, na delação.

Silval também teria dito ao deputado estadual que a “maior solidariedade que o declarante gostaria de receber seria sque um grupo de deputados fizesse oposição ao atual Governo”

No entanto, desabafou que os mais próximos, que seriam Wagner Ramos (PSD), José Domingos Fraga (PSD) e Silvano Amaral (PMDB), além de não terem auxiliado em nada, o extorquiram para a aprovação das contas de Governo, em 2015.

Segundo as delações do filho e do irmão do ex-governador, Rodrigo e Antônio Barbosa, respectivamente, os três chegaram a cobrar R$ 650 mil para votar de forma favorável ao ex-governador.

Rodrigo Barbosa chegou a gravar a exigência de propina, durante uma conversa com Wagner Ramos, enquanto Silval ainda estava na prisão.

Confira o vídeo

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