RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz) Gustavo Oliveira revelou que o Governo do Estado vive seu pior momento e precisa de R$ 600 milhões, além da arrecadação de imposto prevista na Lei de Diretrizes Orçamentária Anual (LDO), até o fim deste ano para conseguir fechar as contas no azul.
A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Conexão Poder, do site
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“O número do Tesouro mostra claramente que nós precisamos ainda, além da arrecadação normal dos impostos e das taxas, de R$ 600 milhões, ou seja, R$ 300 milhões do FEX [Fundo das Exportações] e mais R$ 300 milhões que teremos que buscar com recuperação de ativos”, argumentou.
Gustavo disse estar certo que este fim de ano é o de maior dificuldade econômica do Governo Pedro Taques (PSDB).
“Sem dúvida esse fim de ano é o de maior restrição do fluxo de caixa. Nós nunca precisamos tanto desses recursos externos como da União e de recuperação de ativos, caso contrário as contas do ano não fecham”, explica.
O secretário afirma, ainda, que entre os projetos para arrecadar mais nos últimos dois meses do ano já foi enviado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) um programa não tributário, porém, parecido com o Refis – programa que parcela débitos tributários em atrasos.
“Na semana que vem vamos enviar um programa chamado regularize para recursos não tributários como multas, taxas e diversas outras receitas para reforçar o caixa”, destacou Gustavo Oliveira.
Apesar do ‘sufoco’ econômico, a Sefaz prevê um crescimento forte do PIB mato-grossense em 2017 com a ajuda da principal atividade econômica do Estado.
“Em Mato Grosso teremos crescimento do PIB acima de 5% puxado, principalmente, pelo agronegócio, mas como outros Estados da União começam a ter problemas nas suas contas”, destaca.
Com isso, o Estado mantém a média de crescimento dos últimos 10 anos, em cerca de 6,5% em termos reais, e a arrecadação de impostos já aumentou mais de 10%.
“Isso quer dizer que quando a economia vai bem, nós temos esse fenômeno, porém, o problema nas contas públicas está concentrado pela frustração de repasse da União que não cresce na mesma proporção e um claro descontrole de gastos dos últimos 10 anos”, disse.















