RepórterMT

Paulo Taques é citado em depoimento da delegada Alana Cardoso, por ter solicitado escutas clandestinas.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O desembargador do TJMT, Orlando Perri decretou mandado de prisão contra o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, no fim da manhã desta sexta-feira (4), em decorrência das investigações que apontam suposto envolvimento dele no esquema de escutas ilegais operadas pela Polícia Civil, em Mato Grosso.
O desembargador Orlando Perri de Almeida comanda as investigações sobre os "grampos" no TJMT.
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Conforme o mandando de prisão, Paulo Taques passa por audiência de custódia na 11ª Vara Criminal da Capital, comandada pelo juiz Marcos Faleiros. A prisão foi cumprida pelo delegado Julian Silva de Carvalho.
Caso a prisão seja mantida, ele passa por exame de corpo de delito e pode ser encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
Taques foi citado no depoimento da delegada Alana Cardoso, que contou ter recebido denúncia do ex-secretário de que existiria um esquema de atentado contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), comandado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, em 2015.
Alana afirmou que telefones de duas funcionárias da Casa Civil foram repassados por Paulo Taques porque teriam ligações com Arcanjo. Tatiana Sangalli e Caroline Mariano tiveram os números inseridos clandestinamente em uma lista de escutas da Operação Forti, que investigava a atuação de facções criminosas dentro de presídios de Mato Grosso.
Tatiana Sangalli, no entanto, era amante do ex-secretário. Ela recebeu o codinome de "Dama Lora" e Caroline, de "Amiguinha" para que os números recebessem autorização judicial de serem interceptados.














