DA REDAÇÃO
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira designou o promotor de Justiça Amarildo César Fachone para atuar em conjunto com o coordenador do Núcleo de Ações de Competência Ordinária – Naco Criminal, procurador Domingos Sávio de Barros Arruda em nove procedimentos investigatórios instaurados pelo Ministério Público de Mato Grosso com base nos depoimentos dos militares coronel Zaqueu Barbosa, coronel Evandro Alexandre Lesco e o cabo Gerson Corrêa Júnior, que em seus reinterrogatórios à 11ª Vara Criminal, acusam membros do Ministério Público de terem participado e ordenado ações no esquema de escutas telefônicas clandestinas, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira.
“A medida visa a dar maior celeridade às investigações e, com isso dar uma resposta rápida à sociedade”, afirmou o procurador-geral.
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As investigações objetos desses nove procedimentos investigatórios são de caráter preliminar, ou seja, servirão para avaliar o mínimo de procedência das acusações feitas pelos réus militares nos reinterrogatórios na 11ª Vara Criminal.
O procurador-geral José Antônio Borges Pereira destacou que “as acusações, em sua grande maioria, foram feitas sem o mínimo de provas, porém, ainda assim serão apuradas e, caso tenham procedência as investigações deverão ser aprofundadas para melhor esclarecimento dos fatos”.
O coordenador do Naco Criminal, procurador Domingos Sávio de Barros Arruda requisitou a íntegra dos interrogatórios ao juiz da 11ª Vara Criminal, Marcos Faleiros, e eles deverão instruir cada um dos procedimentos investigatórios, sem prejuízo de outras diligências que venham a ser feitas sobre o assunto.
Investigados
Entre os investigados está o ex-chefe do Ministério Público, procurador Paulo Prado.
o ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco revelar em depoimento na 11ª Vara Militar de Cuiabá, que o cabo Gerson Corrêa Júnior lhe disse que Paulo Prado foi o responsável por doar duas placas eletrônicas, que compõem o sistema Wytron, usadas para grampear políticos, advogados, jornalistas durante o Governo Pedro Taques (PSDB).
Ao ser questionado sobre o momento em que o ex-chefe do Ministério Público deve falar sobre as acusações, José Antônio Borges foi enfático ao afirmar: “O doutor Paulo Prado não conversa, é investigado. Então ele será ouvido no devido momento para explicar se de fato deu essa placa ou se foi furtada”.
Também foi acusado pelo coronel Evandro Lesco, o promotor Marco Aurélio, de ‘vazar’ áudios de grampo feito ao ex-governador Silval Barbosa, em conversa com o desembargador Marcos Machado sobre a prisão da ex-primeira-dama Roseli Barbosa. Um pen drive teria sido entregue à TV Centro América com o objetivo de beneficiar ações futuras do Gaeco contra o ex-governador, além de alegar suspeição contra o desembargador.
Marco Aurélio, ex-chefe do Gaeco, também é acusado de subsidiar investigação de falsa ameaça à juíza Selma Arruda, com o objetivo de "bisbilhotar” o ex-governador Silval Barbosa, o empresário Antônio Barbosa e o empresário de comunicação Antônio Carlos Millas, entre outras pessoas.
















