MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O segundo programa eleitoral na TV do candidato a governador Mauro Mendes (DEM), exibido na noite de segunda-feira (03), destacou a operação Rêmora, do Ministério Público, além de outros supostos casos de corrupção na Secretaria de Educação do Estado (Seduc).
"A Educação em Mato Grosso sofre com corrupção e má gestão. R$ 56 milhões foram envolvidos no escândalo da Seduc", destaca o narrador do vídeo ao mencionar a Operação Rêmora.
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O caso voltou às páginas de noticiários na última semana após a divulgação da homologação delação premiada do ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto, que teria envolvido o nome do candidato ao Senado, Nilson Leitão (PSDB) e do governador Pedro Taques (PSDB) no esquema.
Ainda esta semana, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL), candidata ao Senado, usou as acusações contra os tucanos como um dos motivos para justificar o fim da aliança dela com Leitão e Taques.
O programa também afirma que R$ 500 milhões do Fundeb foram repassados com muito atraso para o cumprimento do ano letivo de 2017.
Cita ainda um possível atraso no repasse para manutenção dos custos básicos de funcionamento das escolas, o PDE.
"Nossos alunos estão sem merenda. Como que a escola vai funcionar sem merenda?", questiona o professor da rede pública Adenilson Silva.
"Nós não temos dinheiro para comprar canetão para o professor escrever no quadro", continua o professor da rede estadual Alceu Trentin.
Em seguida, aparece o candidato Mauro Mendes dizendo que os desvios prejudicaram professores, alunos e os pais, "que não tiveram a oportunidade de dar uma educação melhor para os seus filhos".
Depois da série de críticas, o programa divulga as obras realizadas por Mendes na área da Educação, na época em que ele foi prefeito de Cuiabá. Cita que o democrata reformou e construiu 33 escolas e creches na Capital.
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