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25 de Setembro de 2026

03 de Julho de 2025, 15h:50 - A | A

PODERES / EXCESSO DE BUROCRACIA

Mauro: Não dá pra sermos um Brasil de primeiro mundo tratando o agro com tanto descaso

Governador criticou excesso de burocracia praticado no país

Christiano Antonucci

Mauro Mendes participa do XIII do Fórum de Lisboa

Mauro Mendes participa do XIII do Fórum de Lisboa

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O governador Mauro Mendes (União Brasil) chamou de hipocrisia o excesso de burocracia praticado no Brasil, principalmente quando se diz respeito ao agronegócio. Durante a sua participação no XIII Fórum de Lisboa, o chefe do Executivo estadual afirmou que a nação brasileira jamais será um país de primeiro mundo enquanto o poder público continuar tratando coisas importantes, como a produção de alimentos, como se fossem irrelevantes.

“O nosso maior risco é a hipocrisia que existe nesse país e a forma como nós conduzimos as coisas públicas no Brasil”, disse o governador na manhã desta quinta-feira (03).

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“Não seremos um país de primeiro mundo enquanto o poder público, as leis que nós temos e os marcos legais permitirem que coisas tão importantes sejam tratadas com tamanha irrelevância”, completou.

"Não dá pra sermos um Brasil de primeiro mundo tratando o agro, que alimenta o país e parte do planeta, com tanto descaso", escreveu em publicação no Instagram.

Como exemplo, Mauro Mendes citou a mina de Autazes, maior mina de potássio do Brasil, localizada no Amazonas. Segundo o governador, a mina tem potencial para abastecer o agronegócio brasileiro com fertilizantes em pelo menos 50% das necessidades.

No entanto, 85% dos fertilizantes ainda são importados, pois o projeto da mina de Autazes demorou 15 anos para obter a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e agora, com o projeto licenciado, passou a ser objeto de questionamento de ONGs e de processos judiciais que podem atrasar a execução por mais um longo período.

“A mina ficou 15 anos, longos 15 anos, para ter um licenciamento ambiental. Isso não é sério! Nenhum país do mundo trata dessa forma uma atividade econômica tão importante como é o agronegócio, como é a produção de alimentos”, ressaltou.

“Esse mesmo licenciamento ambiental já está sendo objeto de questionamento de ONG e de ações judiciais, que podem atrasar por mais anos e anos”, acrescentou.

O governador ressaltou ainda que o Brasil jamais será um país de primeiro mundo enquanto a população permitir que o interesse de poucos seja colocado em primeiro lugar.

O Fórum de Lisboa segue até esta sexta-feira (04).

Veja:

 

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