EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (União Brasil) mostrou não concordar com projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa, que reduz a jornada em 50% de servidores que sejam responsáveis por pessoas com alguma deficiência.
Para Mauro, aprovar o projeto criaria “uma ilha de desigualdade” na sociedade e demonstra que deve vetar o PL quando chegar às suas mãos.
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“Nós não podemos criar, dentro do serviço público, uma ilha de desigualdade com a sociedade. Pergunto a vocês: alguém tem, quem trabalha na imprensa, na indústria, no comércio, no agro, enfim, mais de 90% da população, alguém tem esse benefício? Alguém tem esse benefício de ter uma pessoa com dependência, poder reduzir jornada na empresa? Não tem”, comparou, em entrevista nesta semana.
Segundo ele, quem “paga a conta” dessa jornada reduzida, é a população em geral, que deixaria de contar com serviços públicos plenos.
“Quem paga essa conta somos todos nós. Então esse senso de justiça que precisa cada vez mais permear. O servidor público é importante, muito importante, mas não podemos ter direitos aqui tão diferentes ou tão maiores do que tem lá fora.”
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Para ele, o governo precisa trabalhar com “senso de justiça” e não criar desequilíbrios.
“Procuro trabalhar todos os dias com esse senso de justiça, daquilo que é correto, e não criar desequilíbrios aqui dentro do Governo, tornando o serviço público uma ilha de privilégios, porque isso não é bom pra ninguém”, concluiu.













Benedito da costa 10/04/2022
Quem entrou no serviço público é pra servir a população que é seus patrões. Existe legislação trabalhista que deve ser cumprida e honrada. Servidor tem que trabalhar 8hs por dia salvo alguns se previsto em lei. Todos são iguais pera te a Lei. Além.domaos há.muito precilegios no serviço público que não deveria existir como: auxílio paletó; auxílio alimentação; auxílio moradia; valor excedente de produção ( aqueles serviços que conta como pontuação); verba de gabinete, etc....
José Henrique 10/04/2022
Concordo, porque seria mais um benefício criado apenas no âmbito do funcionalismo público, e eles não são diferentes dos demais cidadãos que tbm trabalham e que tbm tem PCD em casa e que trabalham em empresa privada mas não tem benefício nenhum por isso, e nem por isso deixam de prestar um serviço de qualidade, diferente de muitos funcionários público que com ou sem deixam a desejar na sua prestação de serviço!
Marcela 09/04/2022
Concordo com as palavras do Governador, o serviço público não pode ser uma “ilha” distante do restante da sociedade. Contudo o que está em discussão não são “privilégios” de uma classe em detrimento de outra (colaboradores da iniciativa privada x colaboradores do serviço público) mas sim, o direito das pessoas com deficiência a terem uma vida digna. O que está em discussão é a possibilidade de crianças terem acesso a tratamentos que influenciarão significativamente as suas vidas. A possibilidade de idosos terem dignidade nos poucos dias de vida que lhes restam. Isto posto, o Governador ao invés de promover a luta de classes, poderia fazer história ao estender esse direito na iniciativa privada, proporcionando que pais e filhos possam cuidar de seus entes. Mas isso é possível? A que custo? Creio plenamente que sim, a um custo demasiadamente baixo a toda a sociedade. Porque não podemos lançar luz sobre o tema, por que não pode ser uma condicionante aos Bilhões que o Estado de Mato Grosso anualmente concede em incentivos fiscais a contratação dessas mães? Por que não pode ser uma das obrigações das concessionárias de serviço público? Por que as empresas com colaboradores nessa situação não podem conceder a redução de jornada e em contrapartida receber o valor em dedução fiscal (ICMS em energia elétrica por exemplo) ? Necessário destacar que a medida também poderá ser mais econômica sob muitos aspectos, afinal muitas dessas crianças tem direito BPC, e submetidas ao tratamento adequado poderiam ter independência financeira, serão contribuintes. Sob muitos aspectos a sociedade evolui muito ao longo dos séculos, o simples fato de um governante ser eleito democraticamente e o governado poder criticá-lo sem temer ser decaptado é prova disso, mas essa evolução não é uma linha reta, ao contrário, é cheia de aclives e declives, desertos de medo e pântanos de desespero. Estamos sobre uma montanha de corpos de pessoas que lutaram por seus ideais. Dentre esses corpos, gostaria de lembrá-los das crianças deficientes da Cidade Estado de Esparta. Esparta orgulhava-se de sua bravura, por seus guerreiros, mas a que custo? Os pequenos espartanos que nasciam com qualquer sinal de deficiência eram lançados em um precipício, os “normais” iniciavam o treinamento militar na mais tenra idade e a prova final para ser um guerreiro/homem era ser deixado sozinho na floresta e só poder retornar com sua caça. Recordo-lhes dessa história para falar que a diferença entre a política estatal que mata bebês e a que os deixa vivos sem possibilitar-lhes dignidade é que, uma mata em um único golpe a outra mata em doses homeopáticas. Para aqueles que pensam tratar-se de um privilégio, queria eu, mil vezes que meus filhos não dependessem desse “privilégio”. Se alguém falasse: eu darei a cura a seus filhos, mas, você terá de trabalhar em um pedreira 16 horas por dia pelo resto de sua vida, eu aceitaria com toda felicidade do mundo.
Suzane Correa Teixeira Brito Bueno 09/04/2022
Governador sancione o PLC 11/2022....o Governo de MT será exemplo para a iniciativa privada concedendo essa redução de carga horária aos seus servidores .... ter filho pcd não é privilégio, é uma questão de amor incondicional, de lutar para um mundo melhor de igualdades e inclusão social
João Orlando 09/04/2022
Concordo! Não podemos criar um grupo mortal e outro imortal.
Maria Andrade 09/04/2022
Não é uma ilha de privilégios senhor Governador, ninguém deseja ter um dependente PCD para ter um "privilégio" desses, o senhor sancionar o PLC 11/2022 é dar dignidade para que os PCDs de servidores públicos possam ter um acompanhamento mais adequado. Não há que se falar em privilégios, mas política que qualidade de vida necessária a essas pessoas, seja mais humano.
Roberto R. Sousa 09/04/2022
Desigualdade e o que acontece na segurança pública, aposentam com 35 anos, e passam em concurso para Militar, civil e bombeiro e ficam um tempo na função que passou, depois vão para outros órgãos e passam a maioria em cargos administrativo e algum tempo são providos em outro órgão não sendo o seu e posenta com 35 anos, isso sim é desigualdade que fique bem claro não são todos
Carlos Rizzo 09/04/2022
A questão é bem simples; os servidores públicos estão muito mais preocupados com obter cada mais privilégios, que realmente se dedicar ao seu trabalho designado. E falo com conhecimento de causa. Se vcs, guardadas às devidas proporção, fossem trabalhar em uma empresa privada, seriam demitidos na primeira semana. A tal equidade que a moça disse aí, teria então que se estender a muitos outros setores do governo, que também, os servidores enfrentam grandes dificuldades... Aí, moça, seria um equidade. Acontece que sociedade não tem com bancar mordomia de funcionário público que quer trabalhar 50% a menos, por conta de dificuldades. Todos enfrentam dificuldades, no setor público ou privado. Façam jus ao salário que vcs tanto reclamam, que entretanto, é muito mais muito maior do se recebe no setor privado. Não gostou, está aí meu e-mail, replique, eu te provo. O governo, neste caso, está certo, e a Assembleia está pensando em eleições. Pronto, falei!
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