MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O candidato ao Governo do Estado Mauro Mendes (DEM) acusou o governador Pedro Taques (PSDB), candidato à reeleição, de utilizar “aparatos” do Estado para prejudicar sua campanha. Mauro citou o possível envolvimento do tucano em um caso de grampos telefônicos para exemplificar a “capacidade” de Taques em burlar o pleito.
“Estamos fazendo investigações através de mecanismos da nossa campanha, mas aparatos do Governo estariam sendo utilizados e nós vamos denunciar isso ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas preventivamente”, disse o candidato.
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No caso conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, alvos políticos teriam sido interceptados de forma ilegal durante a campanha eleitoral de 2014.
“Estamos fazendo investigações através de mecanismos da nossa campanha, mas aparatos do Governo estariam sendo utilizados e nós vamos denunciar isso ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas preventivamente”, disse Mauro Mendes.
“O governador que fez grampos, que foi noticiado, que se envolveu com coronéis, o que parecia inimaginável aconteceu. Então, não dá para desprezar essa capacidade de transgredir a legislação, de desrespeitar o cidadão, porque já foi feito isso”, declarou Mendes.
Mauro não precisou exatamente como a campanha tucana estaria se beneficiando das estruturas do Estado durante o período eleitoral.
"Eu tenho que falar se for notificado pelo Ministério Público. É mais um absurdo que ele está dizendo. Eu não vi o que ele falou. Eu não posso falar sobre o que ele falou. Não é fato isso, não estamos usando [a máquina]", argumentou Taques.
O candidato indicou que a Delegacia Fazendária, que integra a Polícia Judiciária Civil, poderia ser utilizada na campanha eleitoral deste ano. “Nós vamos precisar isso assim que nós confirmarmos algumas informações. Mas os aparatos do Governo são a própria polícia, a própria Delegacia Fazendária. São órgãos do Governo que poderiam ser utilizados”, afirmou o democrata.
Outro lado
O governador Pedro Taques negou que exista qualquer tipo de uso da máquina pública contra o candidato Mauro Mendes. Durante um ato com a presença da candidata a vice-presidente da República Ana Amélia (PP), o tucano afirmou que responderá se for notificado oficialmente.
"Eu não posso falar sobre a declaração dele. Eu tenho que falar se for notificado pelo Ministério Público. É mais um absurdo que ele está dizendo. Eu não vi o que ele falou. Eu não posso falar sobre o que ele falou. Não é fato isso, não estamos usando [a máquina]. Tanto é que eu estou trabalhando como governador, que é a minha função, e fazendo campanha, o que é totalmente permitido pela lei", declarou.
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