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Cuiabá, 17 de Julho de 2024
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29 de Setembro de 2017, 14h:16 - A | A

PODERES / ESCUTAS CLANDESTINAS

Investigados por grampos temem delação de Zaqueu, aponta Perri

O apontamento está no depoimento do tenente-coronel José Henrique Soares, escrivão do Inquérito Policial Militar, que investiga as escutas ilegais.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, apontou que o suposto grupo acusado pelas interceptações telefônicas clandestinas, operadas pela Polícia Militar, temia que o ex-comandante-geral da PM, Zaqueu Barbosa, fizesse acordo de delação premiada e revelasse todo o esquema.

O apontamento está no depoimento do tenente-coronel José Henrique Soares, escrivão do Inquérito Policial Militar, que investiga as escutas ilegais. Ele contou aos delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner, que conduzem a apuração, que foi questionado pelo major Michel Ferronato a respeito da existência de indícios de que Zaqueu faria a delação.

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Ferronato teria sido enviado pelo secretário afastado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, para que Soares entregasse uma gravação feita durante conversa com o desembargador Orlando Perri. O tenente-coronel revelou que o grupo tinha a intenção de “forjar” provas para garantir o afastamento de Perri da relatoria das investigações dos “grampos”.

O escrivão também teria sido aliciado para revelar informações sigilosas do processo. Segundo Soares, Ferronato teria comentado que ser injusto o tenente-coronel ter boas pontuações na PM, sem, contudo conseguir a promoção a coronel, mas que isso poderia ser conseguido junto ao governador, caso cooperasse.

O major ainda teria feito questionamentos a respeito do processo, como por exemplo, se o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira, seria preso.

QUE num segundo momento, percebendo a utilidade do depoente, o procuraram para ajudar o SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA, oferecendo neste momento a sua promoção ao cargo de CORONEL DA POLÍCIA MILITAR; QUE então nesse segundo encontro com o MAJ. FERRONATO foi questionado especificamente sobre o que ele sabia a respeito das investigações conduzidas pela POLÍCIA CIVIL em desfavor do SECRETÁRIO ROGERS JARBAS”, declarou Soares, no depoimento.

Jarbas, Siqueira e Ferronato foram presos na última quarta-feira (27), durante a Operação Esdras, junto com outras cinco pessoas. Os pedidos foram feitos pela delegada Ana Cristina Feldner e autorizados por Perri.

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