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08 de Agosto de 2019, 18h:00 - A | A

PODERES / BRIGA DE GALLO

Governo não vai conceder aumentos para pagar décimo terceiro salário de servidores

Secretário da Sefaz afirmou que a projeção de 2019 e 2020 é assegurar ao máximo os gastos com pessoal, conforme orientação do TCE.

Conexão Poder

Rogério Gallo, na bancada do programa Conexão Poder.

Rogério Gallo, na bancada do programa Conexão Poder.

KAROLLEN NADESKA
DA REDAÇÃO



O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz) Rogério Gallo afirmou que o Governo não irá conceder novos aumentos salariais em virtude do teto de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A declaração ocorreu na tarde desta quinta-feira (08), durante a cerimônia de sorteio da Nota MT, ocorrida na tarde desta quinta-feira (08), na sede da Sefaz.

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"Nosso esforço agora é respeitar a LRF e, fazendo isso, vamos ter uma acomodação nos próximos anos de infelizmente não poder dar os aumentos remuneratórios, como é esse debate que vem ocorrendo em relação aos professores, mas em relação também ao grupo da Secretaria de Fazenda, e a Sema [Secretaria de Estado de Meio Ambiente] também que tem aumentos suspensos em virtude do estouro fiscal", disse. 

De acordo com o secretário, a medida de caráter restritivo é para manter o equilíbrio da receita e evitar possíveis atrasos financeiros de ativos, aposentados e pensionistas.

Ainda de acordo com Gallo, o Governo optou por manter o controle nas finanças tendo em vista as 40 recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), na última terça-feira (06), após a aprovação de contas do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Dentre as recomendações está a alteração de valores de remunerações consideradas ‘altas’ e o calendário para a previsão de novos cortes de cargos comissionados.

"Temos que respeitar os 49% e a Constituição estabelece que uma Lei Complementar faria a regulamentação de como se gastaria o dinheiro público e uma das regras principais que está vigente desde 2000 é a Lei Complementar 101 que é a Lei de Responsabilidade Fiscal. Basta cumprir a Lei que é gastar com pessoal 49%", explicou.

Gallo afirmou também que após esse ajustamento de controle financeiro, será possível conceder ainda o 13° salário dos servidores efetivos e não efetivos, conforme prevê a Constituição Federal.

“Nós temos um compromisso com o servidor público e estamos todos os esforços entre eles: a finalização da negociação com o Banco Mundial. Mas existem outros descontos do Cira [Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativs] para que tragas recursos pro estado e já fazer o provisionamento para pagamento do 13° em dezembro. Sobre isso, nós vamos cumprir com o servido público porque é um direito”, afirmou o ex-procurador do Estado.

Greve da Educação e demais

Há mais de dois meses, profissionais da rede estadual de ensino deflagrara uma greve em protesto ao não cumprimento da Lei 510/2013.

Os servidores grevistas cobram o reajuste salarial de 7,69% e também percentual da Revisão Geral Anual. Porém, a Justiça, por meio da desembargadora Maria Erotides, declarou no dia 30 a greve ilegal e determinou o prazo de 72 horas para que os trabalhadores que aderiram ao movimento retornarem ao trabalho. 

No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), optou pela continuidade da paralisação e ingressou no Tribunal de Justiça com um pedido de reconsideração da decisão da magistrada, solicitando a análise do mérito por todo colegiado.

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