Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

25 de Setembro de 2019, 15h:33 - A | A

PODERES / APÓS 4 MESES DE PRISÃO

Desembargadores acatam pedido da defesa e mandam soltar Arcanjo

João Arcanjo Ribeiro estava preso desde o dia 29 de maio por supostos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão e lavagem de dinheiro.

RepórterMT

Arcanjo foi preso em operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado.

Arcanjo foi preso em operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mandou soltar, na tarde desta quarta-feira (25), o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, preso há quatro meses por supostamente comandar o jogo do bicho no Estado.

“Determino que ele retorne ao regime em que se encontrava (semiaberto) e não em liberdade”, disse o relator desembargador Rui Ramos Ribeiro, sendo acompanhando pelos magistrados Pedro Sakamoto e Marco Machado.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Arcanjo estava preso desde o dia 29 de maio, quando a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagrou a Operação Mantus. A principal acusação era de que Arcanjo e seu genro, Giovanni Zen cometiam crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

Conforme noticiado pelo , Giovanni foi solto no dia (07) de agosto.  A mesma decisão se estendeu para outros membros do chamado núcleo “Colibri”, menos para João Arcanjo Ribeiro.

Veja a transmissão ao vivo do julgamento

Operação Mantus

A operação cumpriu 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar. As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações, conforme a polícia, era liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra era liderada por Frederico Müller Coutinho.

O comendador

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de reais em impostos, entre outros crimes.

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

O comendador II

O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes, que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.

Comente esta notícia

Curimbatámt 25/09/2019

nada mais justo, após prisão apoteotica . Palhaçada!!!!!!

positivo
0
negativo
0

1 comentários