RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
No documento que embasou a prisão preventiva do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, na tarde desta sexta-feira (4), o desembargador Orlando Perri - do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – apontou a necessidade da medida devido à “influência e o prestígio” do advogado, que representam risco para investigações, já que provas sobre o esquema de escutas ilegais no âmbito da Polícia Civil e da Polícia Militar poderiam ser destruídas.
O desembargador cita que a aparelhagem de escutas clandestinas, que teria monitorado a ex-amante do secretário, Tatiane Sangalli, servidores públicos, advogados e jornalista ainda não foi localizada e por isso o risco de que as informações sejam destruídas é grande.
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“Para evitar a destruição de provas, pois, se os membros do grupo tiverem acesso ao software e ao hardware de interceptação telefônica, até o momento não localizado, por certo que a possibilidade de encontrar alguma gravação ou áudio de interceptação telefônica clandestina será praticamente zero”, definiu o magistrado.
No documento, Perri afirma que Paulo Taques, mesmo fora do cargo de secretário, teria articulado para obstruir as investigações com a finalidade de dificultar o andamento do processo que apura o esquema conhecido como “barriga de aluguel”.
“Apesar de não mais exercer o cargo de secretário-chefe da Casa Civil, o investigado Paulo Taques goza de grande prestígio no âmbito do Poder Executivo Estadual, não apenas pelo grau de parentesco mantido com o governador [primo], mas, também, por ter sido, durante anos, seu homem de confiança”, afirma.
Outra situação citada pelo desembargador é o fato de Paulo Taques manter conhecimento sobre ações da Casa Civil.
“Pode-se dessumir, iniludivelmente, que Paulo Taques possui amplo e irrestrito acesso a tudo que diz respeito à Casa Civil e que a ‘saída’ do Governo pode ter sido meramente ‘formal’. Por fim, os mesmos argumentos aduzidos por ocasião da prisão preventiva de vários policiais militares também se aplicam ao caso em apreço, máxime porque há fortíssimos indícios da ligação entre Paulo Taques com o grupo criminoso formado para implantação de diversas escutas telefônicas ilegais”, destaca trecho do documento.
Durante as investigações, Taques foi citado no depoimento da delegada Alana Cardoso, que contou ter recebido denúncia do ex-secretário de que existiria um esquema de atentado contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), comandado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, em 2015 e que teria atuação direta de Tatiane Sangalli.
Alana afirmou que os números dos telefones de Tatiane e da ex-secretária de Paulo Taques, Caroline Mariano, foram repassados pelo ex-secretário, que alegou que havia um elo entre elas e o plano de Arcanjo para prejudicar a ele e ao ex-governador. Tatiana Sangalli e Caroline Mariano tiveram os números inseridos clandestinamente em uma lista de escutas da Operação Forti, que investigava a atuação de facções criminosas dentro de presídios de Mato Grosso.
Tatiana Sangalli, no entanto, era amante do ex-secretário. Ela recebeu o codinome de "Dama Lora" e Caroline, de "Amiguinha" para que os números recebessem autorização judicial de serem interceptados.
Elas também foram monitoradas pela Operação Querubim, que não teve a interceptação apontada como ilícita e que apurou que não havia ameaças de Arcanjo contra o governador.
Perri ressalta que Tatiane Sangalli já tinha sua linha telfônica interceptada desde 2014, por meio da Polícia Militar, em ação de "barriga de aluguel", que inseriu números ilicitamente em investigação de tráfico de drogas internacional.
















deusdedeus 06/08/2017
Agora se um cara desse pode destruir provas policiais imaginem o que ele pode fazer solto..E prssoa perigosa. Ninguem sabe o que pode fazer ate na vida profissional e pessoal. Mato Grosso esta frito com gente assim.
dito 05/08/2017
e aí pedro taques, vc nao bate boca com presidiario?
2 comentários