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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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01 de Agosto de 2019, 11h:40 - A | A

PODERES / PF INVESTIGA

Alvo da Lava Jato, grupo doou R$ 3 milhões à campanha de Taques em 2014

Polícia Federal investiga o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral que teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2014.

MIDIANEWS



O Grupo Petrópolis, alvo da 62ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (31), doou mais de R$ 24,8 milhões a campanhas políticas no país, apenas durante as eleições de 2014.

Dentre os maiores beneficiados, está o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que recebeu R$ 3 milhões.

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Nesta fase da Lava Jato, a Polícia Federal investiga o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral que teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2014.

A apuração do envolvimento do Grupo Petrópolis remonta a 2016, quando uma planilha com nomes de políticos e referência à cerveja Itaipava foi achada na casa do executivo da construtora Odebrecht, Benedicto Junior. 

Segundo delação do executivo, a construtora utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de 2008 a 2014.

Essa fase ainda apura o envolvimento de executivos do Grupo Petrópolis em lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, principalmente da Petrobras, pela Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal, o grupo é investigado pela lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014.

Um levantamento feito pelo MidiaNews junto ao Tribunal Superior Eleitoral aponta que o ex-governador relatou em suas contas de campanha ter recebido do grupo dois pagamentos, entre setembro e outubro daquele ano, nos valores de R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

 

Desse total, Taques relatou à Justiça Eleitoral ter repassado R$ 1.143.474,00 a candidatos a deputados estaduais, federais e senadores que integravam a sua coligação, à época.

Outras doações

O Grupo Petrópolis aparece, ainda em 2014, como um dos doadores de campanha do então candidato a deputado federal por Mato Grosso Adilton Sachetti (PSB), a quem foi repassado R$ 100 mil. Além disso, Sachetti ainda recebeu R$ 500 mil repassados por Taques do valor recebido pelo candidato ao Governo pelo Grupo Petrópolis.

O grupo também figura na lista de receitas do então candidato a deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que alega ter recebido R$ 42.601,08 da Cervejaria Petrópolis por meio de repasse do então candidato Pedro Taques. 

Repasses de Taques

Ao relatar suas despesas de campanha à Justiça Eleitoral, Taques relata ter feito 31 repasses de valores recebidos do Grupo Petrópolis para candidatos da sua coligação.

Entre os maiores repasses relatados pelo ex-governador, além de Sachetti, figuram como beneficários o então candidato ao Senado, Rogério Salles (PSDB), no valor de R$ 150 mil; Victório Galli, então candidato a deputado federal, no valor de R$ 200,6 mil; e o então candidato a deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que recebeu R$ 30 mil.

As doações feitas pelo grupo já constavam em delação firmada pelo empresário Alan Malouf junto à Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Operação Rêmora, que apurou esquema de fraude na Secretaria de Estado de Educação (Secuc).

Na época, Malouf afirmou que a Cervejaria Petrópolis fez as doações em troca da manutenção de incentivos fiscais no Estado.

 

No acordo, Malouf diz que, caso houvesse isonomia para o setor com o nivelamento dos incentivos nos mesmos patamares, o Estado colocaria em seu caixa valores que “seguramente superam o montante de R$ 200 milhões por ano”. 

A Cervejaria Petrópolis usufrui de incentivos desde o Governo Silval Barbosa. Na delação que firmou com a PGR, o ex-secretário de Indústria e Comércio de Mato Grosso, Pedro Nadaf, afirmou que a empresa pagou R$ 2,5 milhões de dívidas de campanha de Silval em troca de incentivos. 

Confira abaixo a lista de beneficiados por repasses de Taques e os respectivos valores recebidos:

- Direção estadual/distrital PSDC-MT - R$ 25.000,00

- Victorio Galli (PSC) - R$ 200.600,00

 

- Adilton Domingos Sachetti (PSB) - R$ 500.000,00

- Candido Teles De Araujo (PSB) - R$ 28.520,00

- Carlos Avalone Junior (PSDB) – R$ 4.000,00

- Ednor Fernandes Vieira (PSB) - R$ 3.620,00

- Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC) - R$ 20.000,00

- Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC) - R$ 21.200,00

- Eterno Leide Montalvão (PSB) - R$ 3.620,00

- Ewerton Aparecido Moreira Salgado (PSDC) - R$ 7.694,00

- Ewerton Aparecido Moreira Salgado (PSDC) - R$ 15.000,00 

- Joeme Moraes Costa (PSB) - R$ 3.620,00

- Joeme Moraes Costa (PSB) - R$ 3.620,00 

- Rogério Salles (PSDB) - R$ 150.000,00

- Juliano de Souza Rabelo (PSB) - R$ 8.000,00 

- Juliano De Souza Rabelo (PSB) - R$ 3.620,00 

- Luciano Souza Arruda (PSB) - R$ 3.620,00 

- Marisa Ferreira De Abreu (PSB) - R$ 5.000,00

- Marise da Costa Souza (PSB) - R$ 3.620,00

- Mateus Magalhães (DEM) - R$ 3.620,00

- Max Joel Russi (PSB) - R$ 28.960,00

- Oscar Martins Bezerra (PSB) - R$ 4.000,00 

- Pedro Inacio de Oliveira (PRP) - R$ 5.000,00

- Pery Taborelli da Silva Filho (PV) - R$ 20.000,00

- Raimundo Hedvaldo Costa (PSB) - R$ 3.620,00

- Sergimar Vieira Marques (PSB) - R$ 3.620,00

- Tulio Aurelio Campos Fontes (PSB) - R$ 3.620,00

- Uigue Bergue Pereira de Souza (PSDC) - R$ 16.200,00

- Valdinei Holanda Moraes (DEM) - R$ 14.480,00

- Wilson Pereira Dos Santos (PSDB) - R$ 25.000,00

- Wilson Pereira dos Santos (PSDB) - R$ 5.000,00

 

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