O prognostico previsível para que o comércio em Cuiabá, também abrisse o bico e não conseguisse resistisse a mais tempo fechado, foi suplantado; os lojistas do centro da cidade, assim como, os do centro histórico, que estão de portas fechadas, desde o dia 23 de março, sucumbiram diante das contas que estão vencendo, essa é a verdade nua e crua.
Sentindo na pele, os reflexos dos dias parados, contabilizando prejuízos incalculáveis, pressionados pelos funcionários, que por sua vez já chegaram ao limite de endividamento, além das suas capacidades de honrar com seus compromissos, os mesmos, aderiram aos patrões no sentido de reivindicar a abertura das lojas, evitando assim, um maior número de demissões, por conseguinte, evitando, que mais pessoas viessem passar fome.
No dia 13 de abril (segunda-feira), os lojistas da capital, capitaneados pelos funcionários, realizaram uma grande manifestação, de forma ordeira e explicativa, das reais necessidades, da abertura das lojas, mesmo que, em períodos alternados e obedecendo todas as regras básicas, impostas pela Organização Mundial de Saúde a (OMS) para não propagação da pandemia.
Os representantes dos lojistas, através dos seus presidentes, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Nelson Soares, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), Wenceslau Junior, Fiemt, Gustavo de Oliveira, Facmat, Jonas Alves, além do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão, agendaram, e estiveram reunidos nesse mesmo dia, no período da tarde; os representantes das entidades esperavam a participação do prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB).
Segundo fontes, o prefeito deixou a reunião a cargo de três técnicos, para falar de um assunto de suma importância e relevância, para os destinos da nossa capital.
Foram mais além, segundo as falas dos técnicos, deu a entender que às medidas restritivas com relação ao fechamento das lojas irão continuar; até porque, o poder de decisão é do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), isso é inegável.
Eu acompanhei a manifestação dos lojistas através de vídeos, eles fizeram uma manifestação bem explicativa, com relação ao uso de mascaras, álcool gel, distanciamento de no mínimo um metro e por ai vai.
Pegando esse gancho das mascaras, o governador Mauro Mendes lançou, nesse mesmo dia, a campanha “Eu cuido de você e você cuida de mim”, determinando que toda a população do Estado use máscara de proteção contra a infecção viral.
Governador Mauro Mendes (DEM), e prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), cito ambos, porque o enfoque é o mesmo, salvar vidas sem quebrar o país.
Não estou usando de eufemismo e sim de realismo, sabemos da boa intenção dos senhores, em salvar vidas, porém senhor governador, o seu slogan é lindo no papel, porém quem irá cuidar dos milhões de brasileiros, desempregados e com fome?
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), essa pandemia poderá deixar milhões de pessoas desempregadas no mundo. Agora imaginem vocês, no caso dos países emergentes, do qual fazemos parte, o desemprego poderá atingir entre 1,7 milhão e 7,4 milhões de pessoas extras, leia-se (pessoa que faz trabalhos adicionais; quem não faz parte do quadro efetivo da empresa).
Pare o quero descer!
Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo
















