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05 de Dezembro de 2014, 15h:23 - A | A

OPINIÃO /

Nossas gestões e o futuro

A gestão Pedro Taques chega num momento em que o Brasil está saindo do berço esplêndido

ONOFRE RIBEIRO



Leio na imprensa a notícia de que o presidente do Banco Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, afirma: “Há muito capital global interessado em investir no Brasil, particularmente em infra-estrutura”. Por isso importante a retomada da confiança do empresariado pra investir no país, perdida especialmente na gestão Dilma Rousseff com a quebra da segurança jurídica e dos fundamentos da economia nacional. No recente seminário “Megatendências – entender o futuro pra transformar o presente”, da Fundação Dom Cabral, realizado em Belo Horizonte, se configurou que o Brasil será um dos países preferenciais para investimentos globais nos próximos 50 anos, em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, metrôs, hidrovias, hospitais, etc.

O que se vê hoje é a perda da confiança temporária dos investidores mundiais por conta da gestão ideológica e temerária do lamentável governo da presidente Dilma Rousseff.

Cito esse cenário de investimentos porque vejo-o muito ligado à qualidade da gestão nacional que se iniciará em 2015. Claro que nos estados não será diferente. Mato Grosso aparece com muito destaque no cenário, porque tem produção agropecuária crescente e uma demanda enorme por infra-estrutura de transportes. As expectativas de produção de grãos, carnes, madeira e fibras em Mato Grosso nos próximos anos, já citada diversas vezes neste espaço, indicam uma demanda fantástica de ferrovias, de rodovias, de portos nas diversas regiões e num sentido mais amplo cortando o estado norte-sul e leste-oeste.


Porém, mais uma vez a qualidade da gestão torna-se indispensável. Em nosso caso, mais um ingrediente há muito sumido do nosso mapa: o planejamento. Não se fala aqui de planejar uma única estrada, mas de se planejar o desenvolvimento integral do estado, incorporando setores transversais como infra-estrutura ampla de transportes, energia elétrica, saneamento, educação, segurança, ciência, tecnologia e inovação, além de serviços de justiça.

A gestão Pedro Taques chega num momento em que o Brasil está saindo do berço esplêndido pra uma posição de se reerguer diante de si mesmo e do mundo. A moeda do século 21 será, além da energia e da água, os alimentos. O século do petróleo foi o século 20. Por isso, o papel essencial de nosso estado nesse cenário pede uma gestão planificada e capaz de iniciar uma trajetória virtuosa pro futuro.

Voltarei ao assunto domingo.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.
[email protected]
www.onofreribeiro.com.br

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