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06 de Outubro de 2014, 09h:11 - A | A

OPINIÃO /

MT precisa de gestores sérios

Temos que eleger o mais preparado, naquele mais competente e no mais autêntico

arquivo pessoal

Julio Muzzi

JULIO MUZZI



Tivemos a honra de ter participado na execução da maior obra do setor elétrico, na década de 90, onde de fato foi integrado este nosso querido Mato Grosso ao interligar o Nortão incluídas as cidades de Nova Mutum / Sorriso e Sinop numa 1ª etapa e posteriormente Itaúba, Colider e Alta Floresta, e, na Região Leste, o linhão integrou Barra do Garça, Nova Xavantina e Água Boa e no Oeste Araputanga/Jauru e Pontes de Lacerda.

Isso nos credencia a opinar sobre o destino do nosso Mato Grosso, mesmo porque quando oportunidade tivemos, fizemos realizações que consolidou Mato Grosso integrando-o sob uma única bandeira , a do desenvolvimento. Passados 20 anos, o linhão de energia de Cuiabá até Alta Floresta, com 850 km, vem ajudando Mato Grosso a ser Gigante da Produção, simbolizando o decisivo progresso às regiões citadas, especialmente a Norte. 

Atualmente todo o Mato Grosso precisa de atenção, mas vejo hoje com maiores preocupações uma baixada cuiabana empobrecida, desiludida, desesperançada. 

Diante desse olhar , não consigo ver nenhum plano eficiente que venha de fato melhorar a renda das famílias das cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Livramento, Jangada, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço, Campo Verde, Nobres, Nova Brasilândia, Rosário Oeste e Planalto da Serra. 

Se a região não é adequada para o agronegócio, certamente os gestores públicos têm que encontrar a sua vocação, seja ela qual for, não podendo jamais esse território ficar a margem do progresso pelo qual passa Mato Grosso. 

Como resultado de um abandono político, temos as famílias sendo desagregadas, consequentemente a violência explode, prevalecendo o velho adágio popular: Casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. 

Nesse prisma de visão mato-grossense, pujante pelas atitudes do passado , do presente e das expectativas futuras, ao avizinhar mais um pleito eleitoral, onde o povo vai delegar poderes para gestores comandarem os destinos do nosso Estado e deste País, todos temos que analisar o que nos é realmente bom. 

Temos que eleger o mais preparado, naquele mais competente e no mais autêntico. 

A densidade eleitoral da baixada cuiabana torna-a legitima a optar pelo candidato mais compromissado com um plano estratégico que já nos primeiros dias parta imediatamente para o fazejamento das soluções dos problemas estruturais e sociais que afligem a baixada cuiabana. 

O que o povo precisa é urgentemente melhorar a sua renda. De nada adianta saber que tem comida nos supermercados se ele não tem dinheiro para comprar. De pouco adianta saber que hoje Mato Grosso tem crescimento semelhante ao da China se ele não usufruir disso. 

Cabe aos futuros gestores, como diz o pantaneiro, pegar o boi pelo chifre. Ou faz isso ou a violência, movida pela desagregação social, fará da baixada cuiabana um caos social e civil. 

Diante desse quadro e especialmente em prol da recuperação do desenvolvimento da baixada cuiabana, tomo a liberdade de sugerir voto nas eleições de 05 de Outubro de 2014 aos: Presidente da República - Marina Silva 40 ; Governador do Estado - Pedro Taques 12; Senador da República - Rogério Salles 456; Deputado Federal - Fábio Garcia 4010; e Deputado Estadual – Botelho 40650.

JULIO MUZZI é engenheiro civil, ex-Prof. da ETFMT, ex-Diretor Geral da IOMAT, ex-Diretor Técnico da PRODECAP, ex-Vereador por Cuiabá, ex-Diretor e Presidente da CEMAT.

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