ALFREDO MENEZES
Pedro Taques, Lúdio Cabral e José Riva, os três mais importantes candidatos ao Governo, dizem que, se eleito, acabam com o trabalho de OSS na gestão da saúde pública no estado.
Gostaria de ver qualquer desses candidatos chegarem a comício em Rondonópolis e dizer que vai tirar a gestão do hospital dali das freiras Carmelitas que o dirige como uma OSS.
Ali e em Cáceres deram certos. Se em outros lugares não deu, não é questão de acabar com esse tipo de gestão.
Fernando Haddad, homem da esquerda, quando candidato à prefeitura de S. Paulo, disse praticamente a mesma coisa que estão dizendo os candidatos ao governo em MT.
Depois de ganhar a eleição, e analisar com cuidado o que as OSS faziam na saúde, se calou.
Em São Paulo, a maior parte delas realiza um bom trabalho. Lá tem OSS ligada a hospital do porte do Albert Einstein.
Por que aqui, ao invés do discurso de que vai acabar com OSS na gestão de saúde, não dizer que iria buscar as melhores do Brasil para fazer o serviço?
Trouxeram um tal de Ipas ou Instituto Pernambucano de Ação Social. Se ele realizou um péssimo serviço em dois hospitais e na Farmácia de Alto Custo, vão demonizar todas as OSSs?
Todos os candidatos ao governo sabem que terão que trabalhar em sintonia com o governo federal na área de saúde. Pois bem, o governo Dilma está incentivando OSS na gestão de saúde.
Não só incentivando como criando meios novos para isso.
Criou e já está em funcionamento, inclusive em Cuiabá, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares ou Ebserh, uma espécie de OSS pública, para gerir hospitais universitários.
Está uma chiadeira nacional nas universidades federais sobre isso, mas o governo Dilma não deu um passo atrás na decisão de mudar a gestão naqueles hospitais.
Aquele eleito governador em MT, se a presidente for reeleita, vai peitá-la e exigir que, no novo hospital Júlio Müller (o estado entrou com 50% da obra), não aceita a Ebserh para geri-lo? Nem que a vaca tussa.
Mauro Mendes, depois de uma audiência com o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, em que recebeu apoio para construir um novo Pronto-Socorro em Cuiabá, disse à imprensa que o ministro o incentivou a passar a gestão para uma OSS.
O mesmo Alexandre Padilha, quando Pedro Henry era Secretário de Saúde, veio na reinauguração de hospital Metropolitano em V. Grande.
Ali, em discurso, defendeu a entrega da gestão do hospital a uma OSS. Que o Ipas, por ser ruim de serviço, não deu conta.
O que se quer não é uma prestação de Saúde de qualidade para os mais pobres?
Se em um lugar for melhor entregar a gestão ao serviço público que se faça.
Se em outro uma OSS pode fazer isso, por que tirá-la?
















