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08 de Janeiro de 2015, 10h:06 - A | A

OPINIÃO /

Assuntos da rua

A sociedade quer mesmo saber é o que se gastou nas obras da Copa

ALFREDO DA MOTA MENEZES

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ALFREDO MENEZES



A Assembleia Legislativa e a AMM vão à Justiça para garantirem a distribuição de 50% do Fethab com as prefeituras. 

Tem gente da área jurídica que acredita que, se essas ações subirem para Tribunais Superiores, pode matar o Fethab. 

Que ele não aguenta uma discussão jurídica mais aprofundada. Arguem que, se o Fethab fosse bem amarrado legalmente, por que isso não se espalhou pelos estados brasileiros?

É momento de conversa política entre os vários interesses para não se matar a galinha dos ovos de ouro. 

O Fethab pode arrecadar quatro bilhões em quatro anos. É mais do que os empréstimos para o VLT, MT-Integrado e o programa de pontes de concreto juntos. 

Cresce outro rumor na rua. Fala-se que talvez a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas concordariam em deixar de receber um pequeno percentual dos seus duodécimos a cada ano para que esse dinheiro fosse para o término de um hospital inacabado em Cuiabá. 

A Assembleia recebe, por lei, 1.77% sobre um orçamento para 2015 de 14.7 bilhões. O TC tem direito a 1.23%, mais 0,18% para o Ministério Público de Contas ou, no final, 1.41%. Será verdade a estória da rua?

Tem muitos comentários sobre o final do governo Silval. A coluna envereda por apenas três deles.

O governador disse em entrevista que no dia 31 de dezembro, à tarde, em seu gabinete, entregou ao Pedro Taques, que tomaria posse no outro dia, o extrato da conta do estado no Banco do Brasil que mostrava que haveria ali 800 milhões de reais. 

Na sexta feira, dia 2, foram ao Banco e havia 80 mil reais. Será que o Silval não sabia que o pessoal que ia entrar no governo iria checar o que ele dissera de público? Se sabia, por que fez aquilo? Incompreensível.

Outra conversa é sobre o tal pagamento de 100 milhões de reais em dois dias. Se as dívidas existiam, por que aquele estranho pagamento naquela correria? 

Será que não sabiam que toda Cuiabá sabia o que estavam fazendo na Secretaria de Fazenda naqueles dois dias? Pegou muito mal. E ficou pior quando o Banco do Brasil barrou a farra dos 100 milhões.

Uma coisa que a sociedade quer mesmo saber é o que se gastou nas obras da Copa. Tem dinheiro para terminar o VLT? 

Se não tem, como essa obra é pelo Regime Diferenciado de Contratação, não teria aditivo. Sem aditivo, dá para terminar toda a obra?

Tem dinheiro para terminarem os Centros de Treinamento da UFMT e do Pari? As empreiteiras receberam o dinheiro e não concluíram o trabalho? 

Ou o dinheiro acabou antes e elas pararam? Todo mundo quer saber que diabo aconteceu.

A grande pergunta do momento: será que o governo Taques vai mesmo implantar a meritocracia no serviço público estadual? 

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador, professor universitário e articulista político em Cuiabá.
[email protected] 
www.alfredomenezes.com

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